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Seca avança no Brasil e atinge 96% da Bahia, aponta monitoramento da ANA

Nordeste concentra o quadro mais amplo de estiagem

24/10/2026 às 13h20 Atualizada em 24/10/2026 às 13h28
Por: Redação
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Cabra da Peste
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Meio ambiente

Seca avança no Brasil e atinge 96% da Bahia, aponta monitoramento da ANA

Área do território brasileiro afetada pelo fenômeno subiu de 67% para 75% entre agosto e setembro; Nordeste concentra o quadro mais amplo de estiagem.

A seca ganhou terreno no Brasil e avançou principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Dados do Monitor de Secas, divulgados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), mostram que a área do país afetada pelo fenômeno passou de 67% para 75% entre agosto e setembro de 2026.

Na Bahia, o cenário também se agravou. A presença de seca aumentou de 94% para 96% do território estadual. Além disso, a parcela baiana classificada com seca grave subiu de 36% para 47%, indicando uma intensificação do problema em diferentes áreas do estado.

Nordeste concentra a maior área atingida

O Nordeste registrou seca em 96% de sua extensão territorial em setembro, segundo o levantamento. A região também apresentou o quadro mais severo em agosto, quando 28% de sua área estava sob seca grave.

Além da Bahia, estados como Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe tiveram intensificação do fenômeno em diferentes indicadores. No Norte, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins também registraram agravamento da severidade.

Situação varia entre as regiões

O levantamento aponta diferenças importantes no cenário nacional. Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo estiveram entre os estados onde a intensidade da seca diminuiu. Em outras unidades da Federação, o quadro permaneceu estável no período analisado.

Na Região Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul continuaram sem registro de seca em setembro.

Monitoramento ajuda a orientar ações

O Monitor de Secas acompanha mensalmente a distribuição e a intensidade do fenômeno a partir de indicadores climáticos e dos impactos observados em curto e longo prazo. A ferramenta auxilia o planejamento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da seca.

Os dados mostram que a situação exige atenção especial nas áreas onde a estiagem se intensifica. Na Bahia, o aumento da parcela atingida e da área classificada como seca grave reforça a importância de acompanhar a evolução do cenário hídrico.

Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com dados do Monitor de Secas referentes a agosto e setembro de 2026.

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