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Banese faz orientações para clientes aproveitarem o Carnaval com segurança

Especialista do Banco dos Sergipanos alerta os foliões para o golpe da maquininha e para furtos de celular, orientando a como proceder para evitar ...

12/02/2026 às 18h10
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Medidas simples contribuem para evitar prejuízos e garantir diversão no período / Foto: Igor Matias
Medidas simples contribuem para evitar prejuízos e garantir diversão no período / Foto: Igor Matias

Em meio às grandes concentrações de pessoas e ao clima de festa que marcam o Carnaval, criminosos aproveitam a distração dos foliões para aplicar golpes e praticar furtos, principalmente de celulares e cartões. Diante disso, o Banese faz um alerta nesta época do ano: é fundamental redobrar a atenção durante os pagamentos e no uso do celular, que hoje concentra aplicativos bancários e dados pessoais sensíveis.

Segundo o gerente de Segurança da Informação e Continuidade de Negócios do Banese, Matheus Vieira, um dos golpes mais comuns no período é o chamado golpe da maquininha. “Nesse tipo de crime, os golpistas danificam o visor da máquina de cartão, impedindo que a vítima visualize o valor real da transação. Ao inserir ou aproximar o cartão, o cliente acaba aprovando um valor muito superior ao que imagina estar pagando”, explicou Matheus Vieira. 

Por isso, durante as festas carnavalescas, o usuário deve adotar medidas simples, mas eficazes, como nunca realizar transações em terminais com visor danificado; conferir atentamente o valor registrado na máquina antes de digitar a senha; solicitar o comprovante impresso e verificar o valor da transação; e não entregar o cartão ao vendedor, pois deve ser mantido sempre na mão do cliente. “Caso entregue o cartão, confira imediatamente se o que foi devolvido é realmente o seu cartão”, ressaltou. Nesse sentido, uma dica prática é colar um pequeno adesivo ou fazer uma marca discreta no cartão. Isso facilita a identificação imediata, caso haja tentativa de troca.

Outro cuidado importante é ficar atento quando o vendedor se afasta com a maquininha. O ideal é que o próprio cliente insira e retire o cartão da máquina pessoalmente, evitando trocas. Se o vendedor alegar que a transação falhou e pedir para passar o cartão novamente, é recomendável verificar o extrato no aplicativo do banco, caso haja acesso à internet, ou exigir o comprovante de erro emitido pela máquina. Além disso, é recomendado desativar a função de pagamento por aproximação (NFC).

Ajuste de limites

Para reduzir riscos, o gerente de Segurança da Informação e Continuidade de Negócios do Banese orientou que o folião entre no aplicativo do banco e diminua drasticamente o limite diário para compras no débito e crédito. Se o cartão permitir, também é possível reduzir o valor máximo para pagamentos por aproximação para cerca de R$ 50. “No caso do Banese, é possível ajustar os limites de Pix e de transações de crédito por meio dos aplicativos Banese e Banese Card”, detalhou.

Matheus Vieira recomendou, ainda, levar apenas um cartão e um documento de identidade para os festejos, evitando portar cartões de reserva que não serão utilizados. E se o usuário tiver contas com valores elevados que não pretende utilizar no Carnaval, como investimentos e corretoras, a orientação é remover temporariamente esses aplicativos do celular durante os dias de festa.

Celular: alvo preferencial

Os celulares estão entre os principais alvos dos criminosos no Carnaval. Além do valor do aparelho, o acesso a aplicativos bancários pode gerar prejuízos ainda maiores. Por isso, Matheus Vieira recomendou, como medidas de proteção, habilitar senha forte para desbloqueio de tela; ativar a função de localização do aparelho (‘Buscar’); cadastrar-se na plataforma Celular Seguro, do Governo Federal; ativar a proteção contra alteração de senhas em locais não habituais; ocultar aplicativos de bancos, exigindo senha ou biometria para acesso; considerar não levar o celular principal ou optar por um aparelho antigo, sem aplicativos bancários; e aplicar os mesmos cuidados a relógios inteligentes.

O gerente também orienta que usuários de Apple Pay e Google Pay devem garantir que a autenticação biométrica (Face ID ou digital) seja exigida para todas as compras. Ainda conforme ele, é preciso atenção também ao transporte dos pertences. Para evitar furtos, é importante não guardar celular ou carteira em bolsos traseiros ou mochilas de fácil acesso. O ideal é utilizar doleira (pochete interna) por dentro da roupa, dificultando a ação de criminosos.

Se a pessoa perceber que foi vítima de golpe ou furto, deve bloquear imediatamente o cartão pelo aplicativo do banco, registrar boletim de ocorrência e comunicar a instituição financeira o mais rapidamente possível. No Carnaval, a palavra de ordem é prevenção. Com atenção redobrada e medidas simples de segurança, é possível aproveitar a festa sem transformar a folia em prejuízo.

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