Projeto “Pequenos Leitores, Grandes Conquistas” transforma escolas em espaços de incentivo à leitura
Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BAA Secretaria Municipal de Educação (Smed) segue desenvolvendo, nas escolas, atividades espe...
09/09/2026 às 09h11
Por: RedaçãoFonte: Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
A Secretaria Municipal de Educação (Smed) segue desenvolvendo, nas escolas, atividades especiais do projeto “Pequenos Leitores, Grandes Conquistas”. A iniciativa, que visa fortalecer a leitura e a escrita, também distribui diferentes obras literárias aos estudantes, com o objetivo de incentivá-los a montar um acervo pessoal. Na última sexta-feira (4), a Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida realizou o lançamento do projeto e a entrega dos kits literários.
Apresentações teatrais e musicais marcaram a programação do evento, que reuniu pais, alunos e professores em uma manhã imersa no mundo dos personagens dos contos infantis.
Aos 11 anos, Pedro Davih Vieira, aluno do 5º ano, já tem a leitura como um hábito do dia a dia, a partir do incentivo da escola. Amante de histórias que reforçam a sua identidade, ele acredita que o projeto também vai ajudar outras crianças a desenvolverem o hábito da leitura. “Aprendi a gostar da leitura aqui na escola e, hoje em dia, ela faz parte da minha vida. Gosto de livros que falam sobre a África, a história do Brasil, o samba e a capoeira, porque a gente se conecta com os nossos ancestrais. Quando a gente pega um livro e percebe que ele tem a ver com a gente, é muito bom. Acho que esse projeto vai incentivar muitas crianças e mostrar para elas que ler é bom e que os livros também são muito legais”.
Dentro da escola, os estudantes também encontram referências que inspiraram o gosto pela leitura. É o caso de William Cabral, instrutor de capoeira na unidade e autor do livro infantil “Dona Neusa e os meninos da capoeira”. A obra surgiu da necessidade de trazer histórias reais para as crianças da periferia da cidade, uma forma de fortalecer a identidade e valorizar a cultura presente na comunidade escolar.
“Quis trazer uma história real (a minha e a do meu irmão) para mostrar como a capoeira, a educação e a arte podem transformar vidas. Hoje, como professor e autor, quero que os alunos tenham uma referência próxima e percebam que também podem transformar suas próprias histórias. Projetos de leitura como este são fundamentais para incentivar, desde cedo, o hábito de ler e formar crianças com autonomia, conhecimento de mundo e consciência do seu papel na sociedade”, destacou William.
Para Jaqueline dos Santos, mãe de um dos alunos do 2º ano, o projeto é uma oportunidade para fortalecer a parceria entre a escola e a família. “A leitura e a educação são tudo na vida da gente. Em casa, também fazemos a nossa parte, porque não adianta só a cobrança dos professores; os pais também têm que incentivar. Isso ajuda bastante nessa fase de crescimento e desenvolvimento”.
Na Escola Municipal Tenente-Coronel Manoel Joaquim Pinto Paca, as atividades têm sido desenvolvidas a partir de uma iniciativa própria, integrada aos “Pequenos Leitores”: o projeto “Ler é crescer: uma viagem pelo mundo da leitura”. Por lá, os estudantes receberam passaportes especiais para documentar cada viagem feita através das páginas dos livros.
Como uma forma de fortalecer o hábito, a escola estabeleceu um método diferente: a cada leitura, os estudantes acumulam pontos que podem ser trocados por prêmios, todas as sextas-feiras, no “Aeroporto da Leitura”, espaço montado especialmente para isso, como explicou a coordenadora pedagógica, Juliana Caetano.
“Cada aluno ganhou um passaporte da leitura, onde preenche o título, a data e os personagens principais. A cada sexta-feira, levam um livro e uma ficha para preencher. A cada livro lido, são dois pontos, que podem ser trocados por brindes. O objetivo não é tanto a premiação, mas resgatar o interesse pela leitura. E tem surtido efeito, porque eles estão lendo bastante, sempre com foco na qualidade”, disse ela.
Ana Bella Oliveira, de 11 anos, já acumulou pontos suficientes para trocar por suas primeiras recompensas. Para ela, essa é uma forma de descobrir novos mundos e expressar a própria criatividade. “Eu sempre gostei muito de ler, sempre achei muito interessante, e acho que é muito importante que a escola incentive as crianças a conhecerem novos mundos”.
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