
Bandeirolas, forró e muita animação tomam conta da Orla da Atalaia, em Aracaju, com o início do Arraiá do Povo 2026, promovido pelo Governo de Sergipe. Além de celebrar a cultura nordestina, o festejo também se torna espaço para conscientização e fortalecimento da proteção às mulheres. Por meio de ações educativas realizadas pela Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), o evento leva orientações ao público sobre o enfrentamento à violência de gênero e a importância do respeito aos direitos das mulheres durante os festejos juninos.
Por meio da campanha “Não é não, oxe!”, a SPM realiza ações educativas durante os festejos, com distribuição de materiais informativos e orientação ao público sobre o respeito às mulheres e o enfrentamento ao assédio.
Para a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, o Arraiá do Povo também é um espaço para reforçar mensagens de conscientização e proteção. “Nosso trabalho é levar segurança para a mulher sergipana e turista que vem curtir esse lindo momento. Estamos mostrando que a mulher tem direito de decidir o que é melhor para ela e isso deve ser respeitado”, pontuou..
Entre as pessoas que aprovaram a iniciativa está a carioca Virgínia Maria Ferroso Vieira, que visita a capital sergipana durante o período junino. Para ela, campanhas de conscientização são fundamentais para promover o respeito e contribuir para a segurança das mulheres nos espaços públicos. “É essencial essa campanha, ainda mais para nós, mulheres. Na família, tenho várias netas, noras, e é um assunto que sempre traz preocupação. Assim, é sempre importante que as mulheres saibam dizer não e serem respeitadas por isso”, declarou.
As amigas Clara Manuele Santos e Camila de Gois também aproveitaram a programação do Arraiá do Povo e destacaram a importância da presença das equipes de orientação e acolhimento durante a festa. “É maravilhoso saber que podemos curtir tantos dias de forró e saber que estamos seguras, que, se algo acontecer, tenho a quem recorrer. Acho muito importante”, afirmou Camila de Gois, que é professora.
Clara, por sua vez, ressaltou que ações como a campanha contribuem para ampliar a conscientização sobre o tema e fortalecem a sensação de segurança entre as mulheres que participam dos festejos. “Diariamente, sofremos vários tipos de assédio, então a campanha reforça essa conscientização, a consciência masculina, e isso, na festa, me faz sentir muito mais segura”, frisou a universitária.



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