
A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec-JP), por meio do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC), está realizando nesta quinta (28) e sexta-feira (29), em 70 unidades da Rede Municipal de Ensino mais uma edição do ‘Scratch Day 2026’. O tema trabalhado nas escolas é “Ideias nascem de gente”.


A secretária de Educação, América Castro, acompanhou na manhã desta quinta-feira (28) o trabalho desenvolvido na Escola Municipal Ativa Integral (EMAI) Professor João Gadelha de Oliveira Filho, no bairro de Mangabeira.



“O ‘Scratch Day’ traz esse despertar lúdico pelo interesse tecnológico na nossa meninada. Começamos esse trabalho desde os pequenininhos até os maiores do 9º ano. Além de acompanhar a programação, aproveitamos para dialogar com os estudantes e ouvir o que eles querem melhorar. O grande diferencial da nossa gestão é casar a tecnologia de ponta com o ensino da segunda língua (Inglês) desde o 1º ano do Ensino Fundamental. É algo que tradicionalmente só ocorria a partir do 6º ano na rede pública. Esse casamento é fundamental para que eles avancem no universo tecnológico”, ressaltou a secretária.
O ‘Scratch Day’ é um evento mundial criado pelo Media Lab, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), incentiva a realização de atividades com o uso da linguagem scratch. Na Rede Municipal de Ensino da Capital, nas Salas Maker, os estudantes são incentivados a transformar suas vivências, despertar o imaginário e realizar projetos autorais nos Chromebooks,
De acordo com o diretor do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação, Diego Araújo, a ação integra o planejamento pedagógico da DTIC desde 2023 e evidencia o compromisso permanente da Sedec com iniciativas que fortalecem o protagonismo dos estudantes, autonomia e da resolução de problemas, ao mesmo tempo em que valoriza a expressão individual e coletiva dos estudantes.
“Ao investir em ações como esta, João Pessoa reafirma seu compromisso com uma educação pública inovadora, que prepara os estudantes não apenas para utilizar tecnologias, mas para compreendê-las criticamente e, sobretudo, para usá-las como instrumentos de expressão, autoria e transformação social. Assim, o evento se consolida como um espaço de expressão, onde os estudantes são incentivados a transformar suas vivências, sentimentos e memórias em projetos criativos utilizando o Scratch”, explicou Diego Araújo.
O estudante Kaio Lucena, aluno do 3º ano do Fundamental I, falou da alegria em participar dessas atividades. “Eu estou achando legal porque podemos usar nossa criatividade. Estou fazendo um astronauta aterrizando o foguete e chegando na lua. Eu vou fazer uma animação usando o que nossa professora nos ensinou”, disse Kaio.
No dia a dia escolar, os educadores presenciam a evolução dos alunos no campo da criatividade surpreendendo muitas vezes os próprios adultos. A professora Rayssa Kiev relata o entusiasmo dos alunos ao assumirem o papel de criadores de suas próprias realidades digitais.
“A tecnologia vem para facilitar o protagonismo das crianças. Eles possuem uma inteligência e uma imaginação enormes. Utilizando os recursos do Scratch, eles criam histórias no espaço, inserem as próprias fotos em trajes de astronauta, simulam naves pousando no Ártico ao lado de ursos polares e dão vida a dragões. Eles exploram caminhos que nós nem imaginávamos, mostrando que são perfeitamente capazes e extremamente criativos”, afirmou com orgulho a professora.
Kaio Cunha, chefe da Divisão de Robótica da Secretaria de Educação, destaca a importância do evento na formação dos estudantes. “Mais do que utilizar a tecnologia, os estudantes são desafiados a atribuir significado às suas criações. Como representar uma memória importante? Como traduzir um sentimento em um projeto interativo? Como mostrar, por meio da criatividade, aspectos da sua escola ou comunidade que não podem ser encontrados em uma simples busca na internet? Essas são algumas das provocações que norteiam as atividades deste ano”, explica Kaio Cunha.
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