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Operação Falsa Ordem prende quatro investigados por fraudes eletrônicas interestaduais em São Paulo

Em ação interestadual, a Polícia Civil da Bahia realizou, nesta quarta-feira (27), a Operação Falsa Ordem, que resultou em quatro prisões no estado...

27/05/2026 às 12h58
Por: Redação Fonte: Polícia Civil - BA
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Ação da Polícia Civil da Bahia cumpriu 32 mandados de busca e apreensão e desarticulou grupo envolvido em golpes virtuais e lavagem de dinheiro - 27/05/2026 - Fonte/Crédito: ASCOM PCBA
Ação da Polícia Civil da Bahia cumpriu 32 mandados de busca e apreensão e desarticulou grupo envolvido em golpes virtuais e lavagem de dinheiro - 27/05/2026 - Fonte/Crédito: ASCOM PCBA

Em ação interestadual, a Polícia Civil da Bahia realizou, nesta quarta-feira (27), a Operação Falsa Ordem, que resultou em quatro prisões no estado de São Paulo e no cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Norte. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, estelionatos virtuais e lavagem de dinheiro. Dos quatro presos, três foram localizados na capital paulista e um no município de Jaguariúna.

As apurações identificaram funções específicas desempenhadas pelos integrantes da organização criminosa. Um dos investigados era responsável por obter, a partir de dados públicos, informações processuais utilizadas para selecionar vítimas do golpe conhecido como “falso advogado”. Outro suspeito atuava na lavagem dos valores obtidos ilicitamente. Um terceiro investigado se passava por advogado para enganar as vítimas, utilizando linguagem técnica e informações verdadeiras sobre processos judiciais. Já o quarto preso era apontado como integrante do núcleo responsável por furtos de cartões bancários durante grandes eventos realizados em diversos estados.

Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica especializada e vão contribuir para o aprofundamento das investigações. Entre os materiais apreendidos, chamou atenção uma workstation, equipamento de alta performance projetado para cargas intensas de processamento, com indícios de utilização nas práticas criminosas investigadas.

O diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), delegado Thomas Galdino, destacou a importância da integração interestadual para o sucesso da operação.  “A troca de informações de inteligência e o apoio operacional das Polícias Civis de São Paulo e do Rio Grande do Norte foram fundamentais para a localização dos investigados e para o avanço das investigações. Essa integração fortalece o enfrentamento às organizações criminosas que atuam no ambiente virtual e amplia a capacidade de resposta das forças de segurança diante de golpes que transcendem as fronteiras estaduais”, afirmou.

As diligências seguem em andamento, com foco na análise do material apreendido, rastreamento financeiro e identificação de outros envolvidos no esquema criminoso.

Processo investigativo

As investigações conduzidas pela Polícia Civil da Bahia começaram há cerca de um ano, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), através da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). As apurações apontam que os criminosos utilizavam informações reais de processos judiciais para entrar em contato com vítimas, se passando por advogados ou representantes de escritórios de advocacia. As vítimas eram induzidas a realizar transferências bancárias sob falsas alegações de liberação de valores judiciais, pagamento de custas processuais ou desbloqueio de alvarás.

Além dos golpes eletrônicos, a organização também atuava em furtos de cartões bancários durante eventos festivos. Conforme apurado, integrantes do grupo se passavam por ambulantes e realizavam a troca dos cartões das vítimas no momento de pagamentos em maquinetas, sem que os proprietários percebessem.

As investigações apontam que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras relacionadas às fraudes praticadas. Também foi identificada atuação interestadual da organização, com ramificações nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Norte.

De acordo com o delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, a operação reafirmou o compromisso da Polícia Civil da Bahia com o enfrentamento qualificado ao crime organizado, especialmente às estruturas criminosas que utilizam a tecnologia para atingir a população, gerar prejuízos financeiros e atacar a confiança social.

“A operação foi resultado de um trabalho técnico, integrado e altamente qualificado de inteligência policial e investigação cibernética, desenvolvido pela Polícia Civil da Bahia diante do crescimento das fraudes eletrônicas que vêm atingindo cidadãos, profissionais da advocacia e vítimas em diversos estados da federação. As investigações identificaram integrantes da organização criminosa responsáveis pela prática de golpes mediante utilização fraudulenta de dados. Entre os investigados, foram identificados integrantes diretamente responsáveis pela execução dos golpes eletrônicos, utilizando mecanismos cibernéticos sofisticados para obtenção ilícita de valores, além de pessoas responsáveis pela movimentação financeira e sustentação operacional do esquema criminoso”, detalhou o delegado.

Fonte: Pedro Moraes / Ascom-PCBA

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Operação Falsa Ordem

Fonte/Crédito: ASCOM PCBA
Fonte/Crédito: ASCOM PCBA
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