Publicidade

Pesquisador da UEPG desenvolve semente de abóbora sem casca única no Brasil

Foto: Reprodução/UEPG Foto: Reprodução/UEPG Foto: Reprodução/UEPG Uma pesquisa inédita no Brasil acontece dentro do Laboratório de Melhoramen...

26/05/2026 às 08h20
Por: Redação Fonte: UEPG
Compartilhe:
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG

Uma pesquisa inédita no Brasil acontece dentro do Laboratório de Melhoramento Genético da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Conduzido pelo professor José Raulindo Gardingo, o trabalhou resultou um tipo único de semente de abóbora sem casca. Os frutos, cultivados inteiramente na Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon), têm sementes com potencial produtivo e comercial e estão na fase final de pesquisas para lançamento no mercado.

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG

À direita, semente sem casca, produzida na UEPG, ao lado de um tipo de semente comercial com casca.

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
O orgulho no olhar do professor Raulindo não é sem motivo. Basta colocar outras sementes comerciais ao lado da produzida na UEPG, que a diferença é notada nitidamente: “a nossa semente é inteiramente sem casca, não precisa tirar a casca com o dente ou com a unha, e já vem pronta para ser usada na indústria alimentícia”, descreve o professor. O motivo para desenvolver uma semente sem a casca tradicional vai além da praticidade no consumo culinário, segundo o professor.

“Esta semente tem uma quantidade maior de uma substância chamada cucurbitacina, que funciona como vermífugo, e você pode extrair o óleo ou consumir a semente in natura“, descreve o professor. Um estudo divulgado pela Embrapa em 2019 já apontava a ação vermífuga das sementes de abóbora, especialmente quando descascadas: no caso da semente da UEPG, há a facilidade por já vir sem a casca. Outra vantagem do produto – já levantada pela literatura científica – é o potencial de combate a tumores. “As sementes reduzem a ocorrência de tumores na bexiga e na próstata, então este material pode ajudar muito no que já é indicado por pesquisas na área”, adiciona o pesquisador.

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG

A característica inédita da semente no Brasil veio por meio de uma parceria de duas décadas do professor Raulindo com pesquisadores da Áustria, que já produziam um tipo de sementes sem casca desde o século passado. “Recebi algumas sementes e já comecei os cruzamentos por aqui, com o objetivo de produzir um genótipo de abóbora brasileira que conseguisse produzir essa semente”, conta. Quando uma abóbora nasce naturalmente com semente sem casca, a ciência considera como uma mutação do DNA. A partir dessa mutação, os pesquisadores iniciam os trabalhos de intercruzamento genético, para que as abóboras produzam exclusivamente as sementes com esta característica. “Depois de 20 anos, chegamos em um resultado mais satisfatório, com sementes que nascem todas sem casca, dentro de diferentes populações e tipos de abóbora”.

Outra característica das sementes é que todas germinam no solo. É o que aponta o professor e colega de pesquisa, Rodrigo Mattielo. “Essas sementes germinam, então estamos num caminho positivo para apresentar a semente aos pequenos produtores e ao mercado do agro”, aponta. Agora, a expectativa é que sejam finalizados os testes em laboratório, para posterior registro no Ministério da Agricultura. “A partir dessa submissão, temos a fase da avaliação da viabilidade do produto, mas acreditamos que será aprovada, pois é algo que não existe ainda no mercado brasileiro”.

As sementes encontradas para venda no mercado têm valor vantajoso para quem as vende, segundo Raulindo. “Vemos muitas sementes com cascas mais escuras, que têm um sabor até mais amargo. E a nossa tem um sabor muito agradável, então nós estamos num caminho muito positivo nesse sentido aí, de disponibilizar as sementes para dentro e fora do Brasil e até para extração do óleo”. Ao abrir as abóboras em laboratório, o resultado era o esperado: todas as sementes sem casca. “São sementes bonitas, que tê um potencial muito grande, estamos muito orgulhosos desse nosso trabalho”, finaliza Raulindo.

Texto e fotos: Jéssica Natal

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Recife, PE
25°
Neblina

Mín. 24° Máx. 27°

26° Sensação
3.6km/h Vento
94% Umidade
100% (30.02mm) Chance de chuva
05h25 Nascer do sol
17h07 Pôr do sol
Wed 27° 24°
Thu 28° 24°
Fri 27° 24°
Sat 27° 24°
Sun 25° 24°
Atualizado às 09h01
Economia
Dólar
R$ 5,01 0,00%
Euro
R$ 5,83 -0,05%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 408,821,42 -0,38%
Ibovespa
177,815,72 pts 0.91%