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Casa do Autista aposta na estimulação precoce para favorecer o desenvolvimento de bebê

Acompanhamento de Zaya representa a essência do trabalho desenvolvido pela Casa do Autista, que reconhece que cada criança tem uma maneira própria ...

03/11/2026 às 16h46
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Maceió - AL
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Casa do Autista de Maceió trabalha a estimulação precoce e a descoberta de novas formas de comunicação. Foto: David Silas/ Ascom Maceió Saúde
Casa do Autista de Maceió trabalha a estimulação precoce e a descoberta de novas formas de comunicação. Foto: David Silas/ Ascom Maceió Saúde

Com um ano e quatro meses, Zaya Sofia está começando a descobrir novas formas de interagir com o mundo. A pequena é a criança mais nova acompanhada pela Casa do Autista de Maceió e iniciou recentemente a estimulação precoce, um trabalho que tem como ponto de partida respeitar o tempo, compreender preferências e encontrar caminhos para facilitar a aproximação com outras pessoas.

Como Zaya demonstra desconforto com a aproximação de pessoas, a fonoaudióloga Silmara Gabriela conta que nas primeiras sessões o principal desafio é construir uma relação de confiança. "A ideia é fazer com que a presença da profissional seja associada a experiências agradáveis, criando, aos poucos, oportunidades de interação. Já que o social não é algo que a motiva para aprender, estamos utilizando recursos que favorecem sua aproximação e o emparelhamento com o ser humano. Ela prefere recursos sonoros, visuais, coloridos e de movimentos. Estamos associando esses estímulos à presença da pessoa para favorecer essa interação”, explica Silmara.

O trabalho acontece em pequenas conquistas. Antes de avançar para outras habilidades, a equipe trabalha para fazer com que Zaya perceba que a interação com as pessoas também é interessante. "Na fonoaudiologia, o foco inicial está na comunicação não verbal, com estímulos ao contato visual, ao compartilhamento do olhar, às tentativas de imitação vocal e às formas de expressar vontades e necessidades sem utilizar palavras. Nesse momento, a fala não é um objetivo de curto prazo. O objetivo é a interação com o meio e com quem está nele”, esclarece a fonoaudióloga.

A mãe de Zaya, Amanda Daniele, também participa das atividades. Além de acompanhar de perto as descobertas da filha, ela aprende como estimular interações no dia a dia, levando para casa estratégias que podem ser incorporadas à rotina da família. “O responsável que está na sala, além de observar, está aprendendo. Com isso, podemos reproduzir as estratégias em outros ambientes e fazer também em casa”, acrescenta Silmara.

Para Fabiana Lisboa, gerente-geral da Casa do Autista, acompanhar uma criança desde tão pequena exige atenção às manifestações e sensibilidade para entender o que funciona em cada situação. “Às vezes, uma conquista que parece pequena para quem olha de fora representa um avanço enorme para a criança e sua família. Por isso, é importante respeitar cada etapa, observar as respostas e construir caminhos que façam sentido para aquela criança, sem comparações ou cobranças”, ressalta.

A diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciuncula, destaca a importância de oferecer um acompanhamento que considere também a realidade das famílias. “Quando uma família participa do atendimento, ela também ganha ferramentas para lidar com os desafios e reconhecer as conquistas da criança em casa. Esse envolvimento faz diferença porque o desenvolvimento não acontece apenas durante a terapia, mas em cada oportunidade de interação do cotidiano”, complementa.

Com uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos, a Casa do Autista segue ampliando o olhar sobre o cuidado, entendendo que acolher as famílias também é uma forma de promover saúde, inclusão e qualidade de vida para crianças e adolescentes com TEA.

Veja como ter acesso


Para ter acesso aos serviços, o primeiro passo é reunir a documentação necessária e levá-la ao Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Fernandes Lima, 2335, no bairro Farol, onde será aberto o processo. Entre os documentos exigidos estão RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência e encaminhamento médico da criança ou adolescente, além dos documentos do responsável legal.

A partir daí, a equipe técnica do setor de Autismo da Secretaria realiza a análise e regulação dos casos, priorizando aqueles que ainda não estão inseridos na rede pública de saúde, como os Centros Especializados em Reabilitação (CER) ou serviços contratualizados, e que se encontram em fila de espera na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Após essa avaliação, os pacientes são encaminhados gradualmente para os serviços disponíveis, incluindo a própria Casa do Autista. Caso a demanda ultrapasse a capacidade de atendimento, os solicitantes permanecem em fila de espera, respeitando critérios técnicos e de prioridade.

A Casa do Autista é administrada pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos voltada à modernização e à eficiência na gestão das unidades municipais de saúde. A instituição atua com foco em boas práticas de governança e qualidade na assistência prestada à população de Maceió, sendo responsável por implantar processos que integram inovação, cuidado e gestão eficiente.

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