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Governo realiza atividade terapêutica para mães atípicas na Policlínica de Presidente Dutra

A iniciativa contempla mães e pais que cuidam de crianças com desenvolvimento atípico, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

01/05/2026 às 09h51
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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- A ação teve o objetivo de criar um espaço de escuta, orientação e troca de experiências (Foto: Lenira Trindade)
- A ação teve o objetivo de criar um espaço de escuta, orientação e troca de experiências (Foto: Lenira Trindade)

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), promoveu na última quarta-feira (29), na Policlínica de Presidente Dutra, uma atividade terapêutica para dar acolhimento e suporte emocional à mães atípicas. A iniciativa contempla mães e pais que cuidam de crianças com desenvolvimento atípico, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A ação teve o objetivo de criar um espaço de escuta, orientação e troca de experiências, fortalecendo não apenas o cuidado com as crianças, mas também com suas famílias. E também potencializar os resultados das intervenções realizadas pela equipe multiprofissional da Policlínica.

“Durante os atendimentos das crianças, muitas vezes não conseguimos ter esse momento de interação com os pais devido à alta demanda. A oficina foi pensada justamente para ouvir dúvidas, orientar e ensinar estratégias práticas e acessíveis para serem aplicadas em casa, considerando a realidade das famílias”, destacou a psicóloga Brunna Larissa Silva Bezerra.

Realizada pela primeira vez na unidade a ação contou com a participação de duas mães, uma avó e uma colaboradora que também vivencia a realidade do TEA em sua família. A proposta foi proporcionar um ambiente de acolhimento e suporte emocional, além de oferecer orientações terapêuticas práticas, acessíveis e de baixo custo.

A dona de casa Elizabethe Silva, 35 anos, mãe de Maykon Salys Silva, de 7 anos, destacou os desafios enfrentados após o diagnóstico do filho. “Não é fácil lidar com o autismo. É um desafio diário, que exige muito cuidado e dedicação. É cansativo, mas a Policlínica tem ajudado bastante na melhora do Maykon. A gente se sente acolhido e muito grato pela diferença que eles vêm fazendo nas nossas vidas”, relatou.

De acordo com Maria Elizabeth de Sousa Silva, 40 anos, mãe de Francisca Joelma de Sousa Silva, 7 anos, ser mãe atípica exige resiliência. “Significa amor, paciência e persistência. Eu nunca desisti, e as terapias ajudam muito, não só as crianças, mas os pais também. O atendimento da Policlínica é maravilhoso”, afirmou.

O psicólogo Leandro Grangeiro Junior destacou que o cuidado com as mães é essencial para o sucesso do tratamento das crianças. “Muitas dessas mulheres vivenciam níveis elevados de estresse e ansiedade, não apenas pelas demandas do desenvolvimento atípico, mas também pela falta de suporte social. Quando a mãe recebe acolhimento e orientação, ela se fortalece, melhora o manejo comportamental e amplia a compreensão sobre o desenvolvimento do filho. Isso impacta diretamente no vínculo e nos resultados terapêuticos”, explicou.

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