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Museu Palácio recebe exposição “Eu, Kariri-Xocó: barro, identidade e resistência”

Mostra destaca saberes ancestrais, protagonismo indígena e ações do Governo de Alagoas voltadas ao fomento cultural em Porto Real do Colégio

23/04/2026 às 14h31
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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Exposição transforma o barro em narrativa viva de memória, identidade e resistência indígena em Alagoas - Guilherme Matias / Ascom Secult
Exposição transforma o barro em narrativa viva de memória, identidade e resistência indígena em Alagoas - Guilherme Matias / Ascom Secult
Daniel Borges / Ascom Secult

O Museu Palácio Floriano Peixoto recebe, até 30 de abril, a exposição “Eu, Kariri-Xocó: barro, identidade e resistência”, uma iniciativa do Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, que evidencia a força da tradição ceramista indígena. A mostra reúne peças produzidas a partir de um processo coletivo que envolve formação, troca de conhecimentos e valorização cultural na aldeia Kariri-Xocó, em Porto Real do Colégio.

O projeto nasce como um gesto de continuidade. As peças expostas carregam histórias moldadas à mão, atravessadas pelo tempo e pela memória, refletindo o cotidiano, a espiritualidade e a identidade de um povo que resiste e se reinventa.

“Essa exposição é resultado de um trabalho construído com respeito, escuta e responsabilidade com os povos originários. A cultura indígena é um patrimônio vivo de Alagoas, e nosso papel é garantir que esses saberes sejam valorizados, preservados e reconhecidos como parte essencial da nossa identidade”, destacou a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas.



“Receber essa exposição é abrir espaço para narrativas que muitas vezes não têm a visibilidade que merecem. É um convite para que o público se conecte com a história e a força do povo Kariri-Xocó por meio da arte, entendendo que cada peça carrega um significado profundo”, afirmou a supervisora do museu, Cecília Melo.

Com curadoria do artista plástico Roniekson Okobayevo, a exposição também reflete o processo formativo desenvolvido na comunidade, incluindo oficinas de cerâmica, pintura com tintas naturais e grafismo tradicional.

“Entre as ações estruturantes desenvolvidas pela Secretaria destaca-se a construção de fornos de cerâmica em diversas aldeias indígenas, iniciativa que assegura a transmissão intergeracional do conhecimento tradicional, mantendo vivas as práticas culturais e contribuindo para a preservação da identidade dos povos originários”, disse o curador.

O Museu Palácio Floriano Peixoto está aberto para visitação de segunda e sexta, das 9h às 14h, e terça a quinta, das 9h às 16h.

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