
No Dia Mundial do Algodão, celebrado nesta quarta-feira (7), a Bahia tem motivos para comemorar. Segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o algodão herbáceo está entre os três produtos agrícolas que mais geraram valor para o estado no ano passado. A cultura movimentou R$ 1,4 bilhão a mais que em 2024, um crescimento de 21,9%.
Os resultados reforçam o protagonismo da cotonicultura baiana no cenário nacional. Com uma produção de 1,8 milhão de toneladas de algodão herbáceo em caroço, a Bahia ocupa a segunda posição no ranking brasileiro. O desempenho é impulsionado principalmente pelo Oeste baiano, região que concentra os maiores produtores do estado.
São Desiderio lidera a produção baiana e aparece na terceira posição entre os municípios produtores do país, com 700 mil toneladas. Na sequência estão Formosa do Rio Preto, com 281,9 mil toneladas; Correntina, com 227 mil toneladas; Riachão das Neves, com 176 mil toneladas; e Barreiras, com 144 mil toneladas.
Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Vivaldo Góis, os números refletem uma cadeia produtiva que alia tecnologia, manejo de precisão e ações de defesa agropecuária, com monitoramento e combate a pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, realizados pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
“O Governo do Estado também tem apoiado a produção por meio de ações como o Prodeagro, Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária, contribuindo para avanços na logística e na sustentabilidade no campo. Além disso, estamos apoiando o processo de obtenção do reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) para a cor branca do algodão do Oeste baiano, que contribuirá para valorizar ainda mais o produto nos mercados nacional e internacional”, destaca Góis.
Produtividade e mercado internacional
Além do volume produzido, a Bahia se destaca pela elevada produtividade. Após os resultados expressivos registrados nos ciclos 2023/2024 e 2024/2025, a cotonicultura baiana mantém a tendência de consolidação. Mesmo diante de oscilações climáticas pontuais provocadas pelo regime de chuvas no Cerrado, a produtividade permanece entre as maiores do mundo.
O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, destaca que a produtividade frequentemente supera 1.900 quilos de pluma por hectare. O resultado é favorecido pelas características de solo, relevo plano e clima, além do elevado nível tecnológico empregado nas lavouras.
A qualidade e a produtividade também garantem espaço para o algodão baiano no mercado internacional. Entre 60% e 70% da pluma produzida no estado é destinada à exportação, tendo grandes mercados da indústria têxtil asiática entre os principais destinos. "A China é o principal comprador isolado, seguida por mercados como Vietnã, Bangladesh, Indonésia e Turquia. É um desempenho que demonstra a competitividade e a qualidade alcançadas pela cotonicultura baiana”, afirma Pinheiro Filho.
Fonte: Ascom/Seagri
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