
O Hospital da Cidade (HC), em Maceió, mantém um serviço de Terapia Renal Substitutiva (TRS) voltado ao atendimento de pacientes com perda grave ou irreversível da função dos rins. Com 22 máquinas de hemodiálise, sendo duas destinadas a pacientes críticos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a unidade também recebe usuários encaminhados de outros municípios.
A hemodiálise é um tratamento que substitui parcialmente algumas funções dos rins, auxiliando na eliminação de resíduos do organismo e no controle de líquidos e eletrólitos. Para quem precisa realizar o procedimento de forma contínua, a assistência envolve não apenas estrutura e equipamentos, mas também uma relação próxima com os profissionais responsáveis pelo cuidado.
No Hospital da Cidade, a experiência dos pacientes tem sido utilizada como um importante indicativo para a avaliação do serviço. Os relatos de quem realiza o tratamento ajudam a equipe a compreender as dificuldades enfrentadas durante a rotina de hemodiálise e a identificar aspectos que podem contribuir para uma assistência mais acolhedora.
É o caso de Maria da Conceição Ferreira Dinis, 36 anos. Natural de Penedo e atualmente moradora do Maceió I, ela realiza hemodiálise no Hospital da Cidade há mais de um ano. Para a paciente, o atendimento recebido na unidade ajuda a enfrentar uma rotina que não é simples.
“Já estou fazendo tratamento faz um ano e quatro meses. Aqui, eu não posso reclamar de nada, sou bem atendida. As enfermeiras são ótimas, são uns amores. Do começo da entrada, até a recepcionista, não posso falar nada, porque é muito bom o tratamento. É difícil para a gente, só que o atendimento torna mais leve. As meninas sempre acolhendo a gente”, conta.
A enfermeira assistencial da Diálise, Kiara Emilly, destaca que o serviço conta com uma equipe capacitada para acompanhar os pacientes durante o tratamento. “Nós contamos com uma equipe muito bem treinada e capacitada para ofertar esse serviço de qualidade. E um destaque muito interessante para a rede do SUS, é que esse serviço é de alta complexidade e nós, aqui no Hospital da Cidade, ofertamos esse serviço de assistência e qualidade para pacientes de outros municípios”, disse.

Para a diretora-geral do Hospital da Cidade, dra. Célia Fernandes, a escuta dos pacientes é parte importante do processo de qualificação da assistência. “Em um tratamento contínuo como a hemodiálise, o paciente passa a ter uma convivência muito próxima com a equipe de saúde. Por isso, ouvir o que ele tem a dizer é fundamental para entendermos suas necessidades e aperfeiçoarmos o atendimento. A qualidade da assistência também está na forma como esse paciente é recebido, orientado e acolhido durante sua permanência no hospital”, pontua.
A presença do serviço na rede municipal também contribui para facilitar o acesso ao tratamento. A Terapia Renal Substitutiva faz parte de uma linha de cuidado que envolve desde a identificação da doença renal crônica na Atenção Primária, até o acompanhamento especializado. Ter um serviço de referência na própria rede reduz a necessidade de deslocamentos e favorece a continuidade do cuidado para pacientes e familiares.
Na avaliação da diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciúncula, a assistência precisa ser construída a partir da combinação entre estrutura, qualificação profissional e escuta. “O cuidado em saúde precisa olhar para o paciente de forma integral. Os equipamentos e a estrutura são fundamentais, mas também precisamos saber como esse paciente está vivenciando o atendimento. O retorno de quem utiliza o serviço nos ajuda a identificar oportunidades de melhoria e a fortalecer uma assistência cada vez mais eficiente, segura e humanizada”, complementa.
Administrado pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos, o Hospital da Cidade fortalece a atuação da rede municipal com processos voltados à qualidade assistencial, à segurança do paciente e à qualificação das equipes.
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