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Secretaria de Saúde intensifica ações de combate ao Aedes aegypti em João Pessoa

A elevação das temperaturas e as alterações no regime de chuvas associadas ao fenômeno El Niño podem criar condições favoráveis à proliferação do A...

03/10/2026 às 08h08
Por: Redação Fonte: Prefeitura de João Pessoa - PB
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Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB

A elevação das temperaturas e as alterações no regime de chuvas associadas ao fenômeno El Niño podem criar condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Diante desse cenário, a Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensifica as ações de prevenção, monitoramento e controle do vetor em diferentes áreas da Capital, com atuação integrada entre os serviços da Rede Municipal de Saúde e outros setores da gestão municipal.

Em João Pessoa, por ser uma cidade litorânea, o cenário merece atenção especial devido à combinação entre temperaturas elevadas e ocorrência de chuvas rápidas e espaçadas. De acordo com o biólogo e técnico de Vigilância em Saúde da Capital, Fabrício de Souza, essas condições podem favorecer o aumento da população de mosquitos, principalmente quando a água fica acumulada em recipientes e outros reservatórios.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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“Quando você tem esse cenário de temperaturas constantes e elevadas, há primeiro um aumento no metabolismo dos insetos. Então, as doenças vetoriais, como as transmitidas pelo Aedes, são estimuladas pela temperatura, o que pode aumentar a quantidade desses vetores. Em João Pessoa, como é um local litorâneo, vamos ter temperatura alta, mas também muitas chuvas espaçadas, que acaba enchendo reservatórios e criando condições para a proliferação desses insetos”, explicou.

Entre as estratégias desenvolvidas pela Vigilância Ambiental estão as ações de educação em saúde realizadas diretamente com crianças e adolescentes. As atividades são promovidas em diferentes etapas da formação escolar, desde as creches e pré-escola até os Ensinos Fundamental e Médio, alcançando estudantes das redes pública e privada. A proposta é levar informações sobre os cuidados necessários para evitar criadouros e estimular, desde cedo, a participação na prevenção das arboviroses.

“Estamos fazendo um trabalho de educação muito importante, passando pela Educação Infantil e escolas até as universidades. É importante trabalhar com as crianças e os adolescentes, porque eles também levam essa informação para dentro de casa e ajudam a identificar situações que podem favorecer a proliferação do mosquito”, destacou o técnico da Vigilância em Saúde, Fabrício de Souza.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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Como parte das ações de prevenção, a Vigilância Ambiental realiza ações de matriciamento e orientação junto às equipes da Atenção Básica, abordando os cuidados relacionados ao cenário climático e à prevenção do Aedes aegypti. Além disso, a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), por meio das visitas domiciliares realizadas, contribui para a identificação de situações de risco nas microáreas, o que permite a realização de ações de intervenção mais direcionada, com atenção especial para pontos estratégicos, como áreas onde há armazenamento ou comercialização de materiais recicláveis, que podem favorecer o acúmulo de água.

“Os agentes comunitários de saúde são fundamentais nesse processo, porque conhecem a realidade das microáreas. A partir das visitas e da identificação dessas situações, conseguimos direcionar a atuação da Vigilância Ambiental, principalmente em locais que apresentam maior risco para a proliferação do Aedes”, explicou Fabrício de Souza.

Monitoramento dos casos – A atuação da Vigilância Ambiental também está integrada ao trabalho da Vigilância Epidemiológica. A partir das notificações de casos suspeitos ou confirmados de doenças como dengue e zika, as equipes realizam a investigação dos locais relacionados ao paciente, incluindo residência e ambiente de trabalho, para identificar possíveis focos e adotar as medidas de controle necessárias.

“Quando a Epidemiologia recebe uma notificação, seja de dengue ou de zika, nós recebemos essa informação e fazemos a investigação do local onde o paciente mora e também onde trabalha. É um trabalho intenso, porque quanto mais vetores, maior a possibilidade de transmissão de doenças”, explicou o biólogo.

O trabalho também envolve ações intersetoriais. Quando as equipes identificam situações que ultrapassam as atribuições da Vigilância Ambiental, os casos são encaminhados aos setores responsáveis, como a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e órgãos da Prefeitura que atuam na fiscalização e encaminhamento de situações envolvendo imóveis ou prédios abandonados.

“Não adianta verificar um foco em uma residência se, ao lado dessa casa, existe um terreno baldio cheio de lixo. Por isso, estamos trabalhando nesses pontos estratégicos e encaminhando as situações para os setores responsáveis, para que o problema seja enfrentado de forma conjunta”, ressaltou Fabrício.

Cuidados dentro de casa – Apesar da atuação dos serviços municipais, a participação da população continua sendo fundamental para evitar a formação de criadouros. O Aedes aegypti pode se reproduzir em pequenas quantidades de água acumulada em recipientes como baldes, caixas-d’água, pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e outros objetos.

A recomendação é manter caixas-d’água e outros reservatórios devidamente tampados, eliminar recipientes que possam acumular água, manter calhas limpas, guardar pneus em locais protegidos da chuva e verificar regularmente quintais, jardins e áreas externas. Também é importante não descartar lixo de forma inadequada e comunicar aos serviços responsáveis situações que possam favorecer a proliferação do mosquito.

Disk Dengue – A população pode colaborar com o trabalho da Vigilância Ambiental informando locais com possíveis criadouros do mosquito. As denúncias podem ser feitas pelos telefones (83) 3213-7781 e 3213-7782 ou por meio do Disk Dengue, no número (83) 98825-0549. Após o registro, as equipes técnicas realizam a inspeção e adotam as medidas necessárias para eliminar os focos identificados.

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