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‘Café com Notícias’ debate uso do cigarro eletrônico

Entrevistado foi o médico psiquiatra Rui Palhano

20/01/2026 às 10h06
Por: Redação Fonte: ALEMA
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Elda Borges recebeu o médico psiquiatra Rui Palhano
Elda Borges recebeu o médico psiquiatra Rui Palhano

Agência Assembleia

O uso do vape, cigarro eletrônico proibido no Brasil desde 2009, foi o tema do programa ‘Café com Notícias’, que foi ao ar nesta segunda-feira (19), pela TV Assembleia. Para falar sobre o assunto, a apresentadora Elda Borges recebeu o médico psiquiatra Rui Palhano.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 15 milhões de jovens entre 13 e 15 anos já experimentaram o vape e seu uso tem crescido entre as mulheres. O médico Rui Palhano destaca que o sistema de fiscalização do cigarro eletrônico no Brasil é insignificante.

“Em qualquer rua de comércio no Brasil é possível comprar vape. O sistema de fiscalização é precário, embora a Anvisa tenha proibido desde 2029, mas, mesmo assim, sua venda ocorre de maneira muito solta”, ponderou o psiquiatra.

Segundo ele, adultos acima de 18 anos são os que mais usam o vape, e as mulheres estão iniciando em idade muito precoce, por volta dos 13 anos. “O mote fundamental da indústria que fabrica estes cigarros, é o de que eles vieram substituir os convencionais, mas isso se provou um truque porque o que gera a dependência de cigarros comuns é a nicotina, regulada entre 1 e 2%, enquanto no vape essa concentração alcança até 40%”, alerta o especialista. Estas altas doses de nicotina, de acordo com o médico, faz com que a dependência ocorra de forma muito rápida.

Interesses

Durante a entrevista, Rui Palhano tocou ainda nos interesses da indústria do cigarro para que o país libere o uso do vape. “Há seis projetos de lei em tramitação no congresso para que sejam liberadas a produção, divulgação, comércio e importação do cigarro eletrônico no Brasil. Os interesses econômicos por trás disso são gigantescos”, asseverou Rui Palhano. Segundo ele, o faturamento estimado da indústria tabaqueira de vape no Brasil é de R$ 3 bilhões.

O médico relatou que hoje a fiscalização sobre o cigarro comum é bem maior e resulta de uma convenção internacional para legislar sobre uma política de controle de tabagismo, da qual o Brasil faz parte.

“Isto ocorreu há 30 anos e nós fomos o país que mais evoluiu neste sentido, com uma política de referência internacional. A ameaça, com a ascensão do vape, é se afrouxar as proibições do cigarro comum”, analisou o médico.

Ele adiantou que apresentou à deputada Helena Duailibe, uma sugestão de projeto de lei para ações contra o uso de vape no estado do Maranhão.

Rui Palhano explicou ainda que o primeiro grande impacto do vape no corpo, além da dependência, é o envelhecimento precoce da pele e sistema nervoso. Para além disto, há as substâncias consideradas cancerígenas tanto no cigarro eletrônico, quanto no convencional.

Assista à entrevista na íntegra:

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