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Em três dias, Maceió transforma Jaraguá em território de encontros e celebra a força da cultura na primeira edição do Festival Internacional

Evento reúne mais de 150 grupos e artistas em três dias de programação e colocou a cultura de Maceió em diálogo com diferentes territórios do Brasi...

28/09/2026 às 17h55
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Maceió - AL
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Cultura toma conta das ruas de Jaraguá durante os três dias do Festival Internacional de Cultura de Maceió, reunindo artistas de Alagoas, do Brasil e de outros países. Foto: Alisson Frazão/ Secom Maceió
Cultura toma conta das ruas de Jaraguá durante os três dias do Festival Internacional de Cultura de Maceió, reunindo artistas de Alagoas, do Brasil e de outros países. Foto: Alisson Frazão/ Secom Maceió

Durante três dias, Jaraguá se transformou em uma grande celebração da cultura. Entre 25 e 27 de setembro, espaços do bairro histórico foram tomados por música, dança, tradição, memória e encontros no primeiro Festival Internacional de Cultura de Maceió.

Promovido pela Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), o evento reuniu mais de 150 grupos e artistas de Alagoas, de diferentes estados brasileiros e de países como Colômbia, Croácia e México.

Mais do que apresentar espetáculos, o festival nasceu com o propósito de colocar a cultura para pulsar na rua e transformar Jaraguá em um território de convivência. Durante o fim de semana, maceioenses e visitantes encontraram, no mesmo espaço, diferentes sotaques, ritmos, saberes e tradições, em uma experiência marcada pelo intercâmbio e pela valorização de quem faz cultura.

A primeira edição alcança uma dimensão que coloca o Festival Internacional de Cultura de Maceió entre os grandes encontros culturais realizados no país. E, sobretudo, mostra a força da cultura local: os artistas da terra não foram apenas parte da programação, mas protagonistas de um encontro que permitiu que suas manifestações fossem conhecidas por grupos e públicos de outros lugares.

Uma das marcas do festival esteve nos nomes escolhidos para os sete polos espalhados por Jaraguá. Em vez de simplesmente identificar espaços, a Prefeitura de Maceió decidiu transformar cada polo em uma homenagem à memória cultural de Maceió.

Os palcos receberam os nomes de Mestre Geraldo, Arnaldo Ferjú, Benedito Mossoró, Fátima Menezes, Peró Batista, Cacá Diegues e José Acioli, personalidades que ajudaram, cada uma à sua maneira, a construir a história artística e cultural da cidade.

Rua Sá e Albuquerque se transforma em um grande território cultural durante o festival, aproximando artistas e público em uma celebração a céu aberto. Foto: Alisson Frazão/ Secom Maceió
Rua Sá e Albuquerque se transforma em um grande território cultural durante o festival, aproximando artistas e público em uma celebração a céu aberto. Foto: Alisson Frazão/ Secom Maceió

A escolha transformou o próprio circuito do festival em um espaço de memória. Ao circular pelo Jaraguá, o público não encontrava apenas apresentações: encontrava histórias, trajetórias e nomes que fazem parte da identidade cultural de Maceió.

O espírito do festival ganhou ainda mais força nos cortejos que ocuparam Jaraguá durante o fim de semana. No sábado (26), as Escolas de Samba de Maceió levaram seus sambas, cores, fantasias e batuques para as ruas, transformando o bairro histórico em uma grande avenida de celebração. O cortejo evidenciou a força do carnaval maceioense e abriu espaço para que artistas e comunidades que mantêm viva essa tradição fossem vistos e reconhecidos.

No domingo (27), foi a vez do frevo tomar conta de Jaraguá. Passistas e músicos fizeram da rua um grande baile a céu aberto, encerrando o festival com a energia de uma manifestação que também faz parte da identidade cultural de Alagoas e da história de Maceió.

Cortejo das Escolas de Samba levou cores, ritmos e a força do carnaval maceioense para as ruas de Jaraguá no sábado (26). Foto: Alisson Frazão/ Secom Maceió
Cortejo das Escolas de Samba levou cores, ritmos e a força do carnaval maceioense para as ruas de Jaraguá no sábado (26). Foto: Alisson Frazão/ Secom Maceió

Para o prefeito Rodrigo Cunha, o Festival Internacional de Cultura de Maceió representa uma oportunidade de fortalecer o sentimento de pertencimento, promover o intercâmbio cultural e ampliar a visibilidade dos artistas locais. Além de valorizar as tradições e aproximar diferentes culturas, o evento também movimenta a economia da cidade, gerando renda e oportunidades para quem vive da arte e da economia criativa.

“Encerramos o Festival Internacional de Cultura com o Jaraguá cheio de música, dança, arte e encontros. Foram dias de muita troca, com nossos artistas dividindo os palcos com grupos de outros estados e países, levando nossas tradições mais longe e conhecendo outras formas de expressão cultural. É esse intercâmbio que enriquece a nossa cultura e fortalece o sentimento de pertencimento, fazendo com que os maceioenses reconheçam e tenham orgulho das nossas raízes", destaca Rodrigo.

E completa: "E o impacto vai além dos palcos. Tivemos mais de 50 empreendedores na Feira da Economia Criativa, mostrando seu trabalho e gerando renda. Investir em cultura é também investir nas pessoas, criar oportunidades e valorizar quem mantém vivas as nossas tradições. Maceió tem uma riqueza cultural enorme, que merece ser cada vez mais conhecida no Brasil e no mundo”.

Para o presidente da FMAC, Myriel Neto, o festival representa um novo momento para a cultura da cidade ao criar um espaço de encontro entre a produção local e manifestações de outros territórios.

“Essa primeira edição foi muito especial porque conseguimos fazer aquilo que sempre defendemos: colocar o artista da terra no centro, abrir as portas para o intercâmbio e fazer a cultura ocupar a cidade. Jaraguá viveu dias inesquecíveis, com nossos grupos encontrando artistas de outros estados e países, trocando experiências e mostrando a beleza da nossa cultura. E também tivemos a oportunidade de homenagear pessoas que ajudaram a construir essa história. É uma alegria ver Maceió reconhecendo seus mestres, seus artistas e suas tradições enquanto recebe o mundo de braços abertos”, afirma.

Além da programação artística, o festival também promoveu ações de intercâmbio, atividades formativas e uma Feira da Economia Criativa com mais de 50 empreendedores, fortalecendo a relação entre cultura, trabalho e geração de renda.

Ao longo dos três dias, o que se viu em Jaraguá foi uma cidade encontrando a própria identidade enquanto se abria para o mundo. Foram encontros entre gerações, linguagens e territórios, entre quem chegou de longe e quem há décadas mantém viva uma tradição nas ruas de Maceió.

A primeira edição termina, mas deixa uma imagem que vai além dos palcos: a de um Jaraguá vivo, ocupado e cheio de histórias para contar. Um lugar onde a cultura local encontrou outras culturas, onde nomes importantes da cidade foram lembrados e onde mais de 150 grupos e artistas ajudaram a escrever, juntos, o primeiro capítulo de um festival que já nasce com a dimensão de um grande encontro nacional.

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