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Saúde mental de profissionais da pediatria exige atenção, alerta psicóloga do HRPI

Especialista destaca impactos emocionais na equipe da pediatria e a importância de apoio psicológico contínuo

17/03/2026 às 22h21
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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Profissionais do HRPI transformam o cuidado em acolhimento no atendimento pediátrico - Cláudia Valéria de Oliveira
Profissionais do HRPI transformam o cuidado em acolhimento no atendimento pediátrico - Cláudia Valéria de Oliveira
Cláudia Valéria de Oliveira / Ascom HRPI

Profissionais que atuam na pediatria enfrentam, além da rotina intensa, impactos emocionais causados pelo contato constante com a dor infantil. No Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI), a psicóloga Luana Gonçalves alerta que cuidar da saúde mental dessas equipes é essencial para garantir um atendimento seguro e humanizado.

De acordo com a psicóloga do HRPI, Luana Gonçalves, esse impacto vai além do cansaço físico. “Na pediatria, não é apenas a criança que sente dor. Quem cuida também é afetado emocionalmente. Cada choro, cada procedimento doloroso ou situação crítica repercute na saúde mental do profissional. É um reflexo natural da empatia”, explica.

Segundo a especialista, esse desgaste não afeta apenas o indivíduo, mas também o funcionamento das equipes. A sobrecarga emocional pode comprometer a atenção durante procedimentos, reduzir o engajamento e até contribuir para o afastamento de profissionais.

A empatia, embora essencial no cuidado pediátrico, pode se tornar um fator de esgotamento quando não há suporte adequado. “A saúde mental do profissional é fundamental para garantir um cuidado eficaz e seguro. Se quem cuida está sobrecarregado ou emocionalmente esgotado, isso impacta diretamente o atendimento. Cuidar de quem cuida fortalece toda a assistência”, destaca Luana Gonçalves.



Na rotina da pediatria, o vínculo com os pacientes é inevitável. Para a enfermeira Isabela Lopes, o trabalho exige sensibilidade e dedicação constante. “Cuidar de crianças é um desafio diário. É como deixar o próprio filho em casa e cuidar dos filhos de outras famílias com o mesmo carinho. Muitas vezes, precisamos ir além da assistência técnica, oferecendo escuta e acolhimento”, relata.

A técnica de enfermagem Marinilza Eufrazio também destaca o envolvimento emocional na profissão. “Não é fácil, porque sentimos tudo intensamente. Mas saber que estamos contribuindo para a recuperação dessas crianças faz valer a pena. Ver a melhora de cada uma é a nossa maior recompensa”, afirma.

Diante desse cenário, a diretora-geral do HRPI, Walquíria Bulhões, reforça a importância de estratégias institucionais voltadas ao cuidado com os profissionais. Segundo ela, o hospital investe em espaços de escuta e acompanhamento psicológico contínuo.

“É fundamental observar nossos colaboradores, identificar sinais de desgaste e oferecer apoio. A sobrecarga emocional não afeta apenas o trabalho, mas a vida como um todo. Aqui, buscamos cuidar das pessoas de forma integral”, ressalta a gestora.

A diretora destaca ainda que atuar na linha de frente da pediatria exige sensibilidade e resiliência. “Para que esses profissionais desempenhem suas funções com qualidade e segurança, é essencial que existam políticas permanentes de acolhimento, prevenção e cuidado com a saúde mental”, conclui.

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