
Com o tema “A criança e a cultura do escrito”, a Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), realizou, nesta terça-feira (4/8), uma formação destinada a coordenadores pedagógicos e professores da Educação Infantil da rede municipal. O encontro aconteceu no Centro de Formação Mariza Pitanga, em Vilas do Atlântico, e reuniu mais de 50 educadores. A atividade integra as ações do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI), do Governo Federal.
Durante oito horas de atividades, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre o desenvolvimento da linguagem oral, da leitura e da escrita, respeitando as especificidades da infância. A programação reuniu momentos de estudo, troca de experiências e oficinas práticas com materiais pedagógicos que demonstraram diferentes possibilidades de trabalho em sala de aula.
De acordo com a articuladora municipal do ProLEEI, Antônia Geni, a formação continuada reafirma o compromisso da gestão municipal com a aprendizagem desde os primeiros anos de vida. “Hoje sabemos que essa é a etapa em que o desenvolvimento infantil acontece de forma mais intensa, com uma capacidade extraordinária de estabelecer conexões fundamentais para a aprendizagem. Investir na qualificação dos profissionais que atuam desde o berçário significa assegurar que cada criança tenha garantido o direito de aprender e se desenvolver em todas as fases da Educação Infantil”, disse.
A facilitadora Sílvia Sacramento explicou que o Programa não busca antecipar a alfabetização, mas aproximar a criança da cultura escrita por meio de experiências significativas. “A escrita possui uma função social e faz parte da vida da criança muito antes da alfabetização. Ela começa construindo suas próprias representações por meio dos desenhos, dos rabiscos e de diferentes formas de expressão, avançando gradativamente para a escrita convencional. Mas, percurso exige práticas pedagógicas que respeitem o desenvolvimento infantil”, explicou.
Silvia acrescenta que o professor precisa criar situações em que a criança produza sentidos, faça descobertas e experimente diferentes formas de expressão. O foco não deve estar na cópia ou na repetição de letras, mas na construção da autoria, da curiosidade e do prazer em ler e escrever.
A formação foi organizada em duas turmas. Uma reuniu professores que atuam com crianças do berçário ao Grupo 3, enquanto a outra contemplou educadores responsáveis pelas turmas de 3 a 5 anos, permitindo discussões específicas para cada etapa da Educação Infantil.
A formadora Nelsonívia Soares destacou que papel da escola é transformar essas vivências em oportunidades de aprendizagem. “Cabe ao professor reconhecer essas experiências e propor práticas que respeitem o desenvolvimento infantil. Mais do que ensinar letras, é preciso criar situações significativas que despertem a curiosidade da criança. Também chamo atenção sobre o fortalecimento e parceria entre escola e família para favorecer seu processo de aprendizagem”, disse.








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