
Com projetos sobre a preservação do meio ambiente e os cuidados com a saúde, as feiras de ciências das escolas municipais seguem movimentando alunos, professores e famílias. Ao longo da semana, as instituições reuniram toda a comunidade para prestigiar diferentes trabalhos que, após serem desenvolvidos em sala de aula, ganharam os corredores das escolas.
Nesta sexta-feira (31), os estudantes da Escola Municipal Vilas Boas Moreira provaram que aprender na prática faz toda a diferença. Esta foi a primeira vez que a unidade realizou uma programação como esta. Com o tema “Ciência e tecnologia: ideias que transformam o mundo”, a feira permitiu aos estudantes compreender e vivenciar os assuntos discutidos em sala de aula.
“Essas atividades ajudam os alunos a entenderem a explicação do professor na prática. E aí associam esse conteúdo à experiência, fazendo com que o conhecimento seja, de fato, consolidado”, destacou o diretor Alexandre Botelho.
Na Escola Municipal Edivanda Maria Teixeira, o evento abordou as “Conexões da Ciência: vida, saúde, universo e sustentabilidade”. A feira aconteceu na última quarta-feira (29) e contou com um diferencial: o incentivo à iniciação científica, como explicou a professora Narleide de Oliveira.
“Às vezes, o aluno tem mais aptidão para o desenho; outras, para o trabalho manual. Então, a gente vai incentivando e estimulando cada um deles, mostrando que o aprendizado vai muito além das atividades de sala de aula. E, este ano, conseguimos desenvolver projetos de pesquisa com os alunos. Uma forma de eles analisarem um problema, fazerem a coleta de dados e entenderem todo o processo de uma pesquisa”, explicou ela.
Para Sofia Novais, do 7º ano, a atividade também ajudou a estimular o trabalho em equipe. “A gente pesquisou, fez cartazes e aprendeu coisas novas junto com os colegas. Na hora de apresentar, a gente pôde ensinar o que aprendeu para as outras pessoas”.
Na terça-feira (28), as turmas de 6º, 7º e 9º anos da Escola Municipal Fernando Spínola apresentaram projetos com a temática “Ideias que transformam, ciência que conecta!”. A iniciativa reforçou o talento e a criatividade dos estudantes.
A coordenadora da instituição, Lídia Lemos, ressaltou a importância de valorizar também o processo de ensino-aprendizagem durante a elaboração dos projetos. “Eles não viram o conteúdo só no quadro ou no livro: eles estudaram sobre aquilo. Isso significa que eles internalizaram e vivenciaram esse conhecimento”, destacou.
Ana Vitória de Jesus, do 9º ano, concordou com a professora. “Por exemplo, quando você vai ao estande sobre o corpo humano, tem alguém explicando cada parte, e isso ajuda a entender melhor a matéria. Em cada maquete que a gente visita, a gente aprende uma coisa nova”.
As feiras ainda contaram com a participação de instituições parceiras, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do projeto ambiental “Botânica em Foco”, e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).
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