
As ações ocorreram, simultaneamente, em Fortaleza e nas cidades de Caucaia, Maracanaú, Pacatuba, Iguatu e São Gonçalo do Amarante e em Brasília
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) deflagrou, nas primeiras horas desta terça-feira (30), a sétima fase da operação “Impacto”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso ultraviolento de origem carioca com atuação no estado. A ofensiva foi coordenada por equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Draco, unidade vinculada ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e resultou no cumprimento de 56 mandados de prisão e 82 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em diversos bairros de Fortaleza e nos municípios de Caucaia (AIS 12), Maracanaú (AIS 14), Pacatuba (AIS 24), São Gonçalo do Amarante (AIS 23) e Iguatu (AIS 10) e em Brasília.
Dos 56 mandados de prisão cumpridos, 25 tiveram como alvo mulheres e 31 homens. Dentro desse número, 20 mandados foram cumpridos em desfavor de pessoas já recolhidas em unidades prisionais do Ceará e um mandado foi cumprido contra um suspeito que cumpre pena em um presídio federal, em Brasília. A operação também resultou no pedido de bloqueio judicial, no qual foi identificado mais de R$ 40 milhões em movimentações financeiras vinculadas aos investigados.
A ação policial se iniciou a partir de uma mulher presa em fases anteriores da operação, na qual foi apreendido um aparelho celular, em 2024. Durante a análise de dados, foi possível identificar as ramificações e os demais integrantes do grupo. Entre os alvos capturados na operação, há uma grande quantidade de mulheres presas, as quais eram investigadas por integrar a estrutura da organização criminosa.
Conforme as investigações conduzidas pela Polícia Civil, muitas delas mantinham vínculos afetivos ou familiares com integrantes do grupo que já se encontravam presos e passaram a exercer funções estratégicas para a manutenção das atividades ilícitas, atuando como intermediárias na transmissão de ordens, na movimentação de recursos financeiros e no suporte logístico da organização.
A operação contou com o apoio de equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Departamento de Inteligência Policial (DIP), do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), do Departamento de Polícia do Interior Norte (DPI Norte), do Departamento de Polícia do Interior Sul (DPI Sul), da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) e da Polícia Penal Federal, reforçando a atuação integrada das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas em todo o Ceará.
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