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Pesquisa avalia potencial de cultivares de milho da Epagri para produção de silagem

As variedades de milho de polinização aberta (VPAs) desenvolvidas pela Epagri já provaram que têm alto índice de produtividade e são mais resistent...

29/06/2026 às 12h48
Por: Redação Fonte: Secom SC
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Foto: Reprodução/Secom SC
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As variedades de milho de polinização aberta (VPAs) desenvolvidas pela Epagri já provaram que têm alto índice de produtividade e são mais resistentes à pragas, doenças e estiagens. Agora, pesquisadores do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf), em Chapecó, e da Estação Experimental em Campos Novos (Epagri/EECN), estão avaliando o desempenho dessas variedades de forma específica na produção de silagem, alimento muito importante para a pecuária leiteira em Santa Catarina.

Os experimentos estão sendo conduzidos com as  VPAs SCS155 Catarina e SCS157 Prodígio  e, como parâmetro, com dois híbridos comerciais, de média e de alta tecnologia. “A partir dos ensaios, vamos quantificar a produção de forragem, o valor nutritivo e também a viabilidade econômica da silagem porque esse é um ponto fundamental para a escolha do produtor por um híbrido ou uma variedade de polinização aberta”, explica o pesquisador Daniel Augusto Barreta, que é zootecnista e doutor em ciência animal. 

Iniciado no ano passado, o projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapesc) e deve ser concluído no segundo semestre de 2027. Segundo Barreta, nos quesitos técnico e econômico, a pesquisa vai gerar recomendações regionais aos produtores de milho para silagem, incluindo questões como escolha de material, processamento de grãos, período mínimo de armazenagem e uso estratégico das VPAs em comparação aos híbridos. 

Experimentos serão feitos em duas safras

Ensaios paralelos foram instalados durante a safra 2025/26 em duas áreas: um deles na Epagri/Cepaf, em Chapecó, região com clima subtropical úmido e verões mais quentes (Cfa), e outro na EECN, em Campos Novos, onde o clima é subtropical de altitude com verões mais amenos (Cfb). Os experimentos serão repetidos nos mesmos locais na safra 2026/27. A reiteração é importante porque é comum haver particularidades de uma safra para outra, por exemplo, o estresse hídrico.

Foto: Reprodução/Secom SC
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A pesquisa vai produzir uma série de indicadores que vão possibilitar recomendações mais embasadas aos produtores. Entre eles, o custo por tonelada de matéria seca de silagem e o potencial de conversão desta silagem em leite por vacas leiteiras. “A partir destes dados, teremos como calcular o potencial de produção de leite por hectare de silagem, uma métrica importante para comparar um milho híbrido com uma VPA. Será possível também comparar o custo da silagem em relação a algumas forrageiras”, explica Barreta.  

Análises preliminares da pesquisa mostram que no indicador ‘rendimento de matéria verde e matéria seca por hectare’ houve um desempenho similar das VPAs em comparação aos híbridos de média tecnologia. Segundo o pesquisador, caso esses dados se confirmem, será possível afirmar que as variedades de polinização aberta são uma opção interessante economicamente. Isso porque o preço para implantação de uma lavoura com milhos VPAs é menor, inclusive,  as sementes estão disponíveis  no Programa Terra Boa. 

Otimização de recursos na silagem impacta na cadeia do leite

Santa Catarina tem mais de 20 mil propriedades que comercializam leite. São produtores que dependem da eficiência na alimentação das vacas para o sucesso desta que é uma atividade relevante para a agropecuária catarinense. No quesito valor bruto de produção,  a cadeia leiteira só perde para aves e suínos.  Paralelamente, a produção de milho silagem também tem lugar de destaque no estado. Na safra 2025, o valor da produção agropecuária cresceu 46%, segundo melhor desempenho. 

Foto: Reprodução/Secom SC
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A produção anual de milho silagem gira em torno de 10 milhões de toneladas em uma área aproximada de 220 mil hectares. A Epagri preconiza a produção de leite à base de pasto, mas Barreta explica que é muito difícil um produtor conseguir alimentar todos os animais durante o ano inteiro sem o uso de forragem conservada. Fatores como temperatura e volume de chuva implicam em crescimento diferente de pasto, enquanto o número de vacas no rebanho leiteiro se mantém. 

Os resultados da pesquisa servirão de suporte para posicionamento técnico das variedades da Epagri junto ao setor leiteiro catarinense e apoiar ações de transferência de tecnologia. “O impacto esperado inclui otimização dos recursos financeiros, menor aporte de insumos e maior eficiência alimentar, ou seja, mais leite por hectare. Nosso objetivo é fortalecer a agricultura familiar e contribuir para a competitividade do leite catarinense e para a segurança alimentar”, resume Barreta.

Por Cléia Schmitz, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407 / 99161-6596

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