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Estudo do Tecpar e UFPR demonstra potencial farmacêutico da própolis azul

Pesquisa demonstra, pela primeira, que as própolis verde e vermelha, produzida por abelhas com ferrão da espécie Apis melífera, têm uma composição...

24/06/2026 às 10h21
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Um estudo feito em parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) sobre a própolis azul mostrou que, na comparação com outras própolis amplamente utilizadas na indústria farmacêutica, a azul possui composição química semelhante às demais, o que demonstra a possibilidade de novos usos desse produto no Paraná.

A dissertação de mestrado "Caracterização química e atividades antimicrobianas e Citotóxicas da Própolis Azul: Um Estudo Comparativo Com Própolis Verde e Vermelha", defendida pelo pesquisador Vitor Luis Fagundes, no programa de pós-graduação em ciências farmacêuticas da UFPR, é inédita por demonstrar, pela primeira, que as própolis verde e vermelha, produzida por abelhas com ferrão da espécieApis melífera, têm uma composição química e ação farmacológica semelhante à própolis azul, produzida por abelhas sem ferrão.

Além de ser produzida por uma abelha sem ferrão, de fácil manejo, a própolis azul apresenta algumas características diferenciais, sendo capaz de conferir um significativo retorno financeiro devido ao alto valor agregado.

Renato Rau, pesquisador do Tecpar e coordenador do projeto de meliponicultora na cidade de Morretes, no Litoral, detalha que esse estudo em parceria com a UFPR demonstra o potencial mercadológico da própolis azul.

"A própolis azul tem características medicinais que podem contribuir em ações antimicrobiana, anti-inflamatória, antiparasitária, antiviral e antitumoral. É ainda um importante fortalecedor do sistema imunológico, equilibrando o organismo, e apresenta atividade antibiótica, efeitos esses muito superiores quando comparado ao uso das outras própolis", disse.

DIFERENCIAL– O pesquisador explica que, a partir desse estudo, o Tecpar e UFPR farão a identificação da molécula "tipificadora” da própolis azul, assim como oArtepillin Crepresenta para a própolis verde – a molécula tificadora funciona como uma “assinatura química” do produto. "Com isso e mais outras pesquisas, vamos buscar o início dos testes de ação farmacológica e comprovação das ações terapêuticas da própolis azul, visando a produção de medicamentos para uso medicinal e consequente registro perante os órgãos regulatórios", explica Rau.

Vitor Luis Fagundes observa que os resultados obtidos demonstraram que a própolis azul apresenta atividade biológica, assim como as própolis verde e vermelha, e que o estudo mostrou que a atividade antibacteriana da própolis azul foi superior à observada para os demais avaliados. “A parceria com o Tecpar foi fundamental, uma vez que o pesquisador Renato Rau identificou a lacuna de conhecimento existente sobre a própolis azul, e disponibilizou as amostras necessárias para o desenvolvimento da pesquisa e esteve sempre disposto a colaborar ao longo do processo", afirma.

IMPACTOS– O Tecpar, em uma parceria com a prefeitura de Morretes, já capacitou mais de 50 agricultores locais para o desenvolvimento da cadeia de própolis azul e já distribuiu mais de 100 caixas de abelhas na cidade.

O objetivo é incrementar a renda de agricultores familiares e fortalecer o desenvolvimento regional por meio da implantação de meliponários e da promoção da rede produtiva para própolis, caixas racionais e colmeias.

O diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Tecpar, Celso Kloss, diz que a intenção é avançar com o projeto em outras cidades litorâneas. "Nosso próximo passo é selecionar famílias da área rural dos sete municípios do Litoral do Paraná para ingressar no projeto, com colmeias de abelha mandaçaia”, disse Kloss. “Esse é o resultado social do projeto, que vai ainda estudar novos produtos à base de mel e de própolis. Essa ação demonstra o impacto do Tecpar, instituto de ciência e tecnologia do Governo do Estado: usar a pesquisa científica como indutor de desenvolvimento", acrescenta.

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