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Plano de desativação de plataformas deve impactar positivamente economia do Estado

Em Workshop nesta quarta-feira, 25, o governador Fábio Mitidieri acompanhou o resultado de estudo que aponta Sergipe com papel estratégico no merca...

25/02/2026 às 14h19
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Foto: Arthur Soares
Foto: Arthur Soares

O governador Fábio Mitidieri participou, nesta quarta-feira, 25, do Workshop de Descomissionamento das 26 plataformas de petróleo da Bacia Sergipe-Alagoas, apresentado pela FGV Energia, por meio de estudo contratado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). A análise abordou aspectos logísticos, infraestruturais e oportunidades de emprego e renda no estado, viabilizados tanto pelo Plano de Descomissionamento e do Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP). 

De acordo com o levantamento, Sergipe apresenta todos os requisitos de infraestrutura e localização que favorecem a competição e a diversificação de supridores na execução do plano no estado. A perspectiva é de que o investimento de R$ 16 bilhões, autorizado pela Petrobras para atividade, atraia para o estado empresas com potencial de geração de milhares de empregos diretos e indiretos. 

Durante o evento, Fábio Mitidieri destacou que a gestão tem total interesse em reindustrualizar o estado. “O investidor que decidir instalar sua empresa em Sergipe encontrará um governo parceiro. O descomissionamento representa um setor estratégico. A Petrobras destinou bilhões de reais para esta finalidade, demonstrando sua relevância. Esta iniciativa impulsionará a geração de empregos e oportunidades. O trabalho em curso visa concentrar o descomissionamento no estado de Sergipe, maximizando a criação de postos de trabalho locais. Este workshop oferece uma plataforma para dialogar com o mercado, apresentar as perspectivas favoráveis de negócios em Sergipe e destacar os benefícios de investir no estado. Com sua projeção de duração de aproximadamente dez anos, o descomissionamento terá um papel fundamental nos próximos anos”, afirmou, acreditando que o descomissionamento impulsionará a qualificação da mão de obra, interiorização do desenvolvimento, estímulo à indústria local e atração de novos players.  “Em breve, anunciaremos mais investimentos para Sergipe. Estamos nos trâmites de nos tornarmos o sócio majoritário da Sergas”, antecipou. 

Ao final de sua vida útil ou inviabilidade econômica, as empresas têm a obrigação de desativar as plataformas de petróleo, usinas ou máquinas industriais. Este processo tem o nome de descomissionamento e inclui desmonte, remoção definitiva de estruturas, equipamentos ou sistemas produtivos, limpeza, destinação adequada de resíduos e recuperação ambiental da área, como apontou  o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Pietro Mendes. “O estudo nos mostra que o descomissionamento, por meio do Sergipe Águas Profundas, tem o potencial de transformar Sergipe num novo hot spot de gás natural, com capacidade significativa de produção e impacto na oferta energética nacional”, declarou. 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo estudo de descomissionamento, também elaborou as estratégias de viabilidade de implantação da primeira Universidade Estadual de Sergipe, a Unese, aprovada em dezembro passado por meio de Lei Estadual, de autoria do Poder Executivo de Sergipe. A previsão é de realização de concurso público para o provimento de vagas no segundo semestre de 2026 e realização do primeiro vestibular até o final deste ano.

Relator da Nova Lei do Gás do Brasil, o senador Laércio Oliveira celebrou o Workshop. “É o início de um período de desenvolvimento em Sergipe, impulsionado pelo descomissionamento de plataformas de petróleo. Esse processo, que envolve investimentos significativos, está atraindo empresas especializadas e gerando oportunidades de emprego. A construção de dutos e a instalação de plataformas em águas profundas também são fatores importantes. Sergipe tem demonstrado  competência na condução desse processo e o progresso já está em andamento”, afirmou.

O diretor-presidente da Agrese, Luiz Hamilton Santana, detalhou a importância da contratação do estudo. “Quando a Petrobras anunciou o plano de desativar plataformas na costa de Sergipe, o governador Fábio Mitidieri solicitou à Agrese que elaborasse estudos abrangentes. O objetivo era analisar a viabilidade do descomissionamento, incluindo a logística envolvida e os recursos necessários. Este projeto representa um investimento significativo da Petrobras”, pontuou. 

Investimento

Atualmente, Sergipe se posiciona como um protagonista no cenário do petróleo e gás, impulsionado pelo empreendimento da Petrobras – Sergipe Águas Profundas (SEAP). Com a produção inaugural prevista para 2030, o projeto promete um notável fornecimento de petróleo e gás natural, solidificando sua contribuição significativa. O comprometimento da Petrobras com essa iniciativa se reflete no investimento de US$ 5 cinco bilhões (cinco bilhões de dólares), conforme planejado estrategicamente em sua agenda de desenvolvimento para exploração em águas profundas. 

Além disso, com o objetivo de fortalecer o sistema de transporte de gás, foi concluída em 2024 a implementação do gasoduto destinado a conectar o terminal de GNL da Usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe I à rede da Transportadora Associada de Gás (TAG). Com uma notável capacidade de 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia, essa iniciativa abre um leque promissor de oportunidades para agilizar o fornecimento de gás não apenas em Sergipe, mas em todo o Nordeste. 

Paralelamente, encontra-se em desenvolvimento o projeto do Hub de Gás de Sergipe, cujo intuito é coordenar e melhorar oportunidades dentro do setor. Este projeto visa atrair investimentos adicionais, abrangendo desde o estabelecimento de estocagem subterrânea, a criação de uma planta de liquefação e até mesmo uma refinaria. O Hub de Gás de Sergipe, ao unir essas diversas vertentes, almeja consolidar a região como um polo estratégico e multifacetado na indústria de gás. 

SEAP

A Petrobras está desenvolvendo o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), que representa a exploração de uma nova fronteira de petróleo e gás natural para o país. O SEAP terá a capacidade de disponibilizar ao mercado 240 mil barris de petróleo por dia e 18 milhões m³/dia de gás quando o sistema estiver em operação. Além disso, o SEAP contará com um gasoduto de escoamento. 

Situado na Bacia Sergipe-Alagoas, o SEAP é dividido em dois módulos. O SEAP 1 integra as jazidas pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 (100% Petrobras) e BM-SEAL-11 (60% Petrobras e 40% IBV Brasil Petróleo LTDA).

O projeto SEAP 2, que prevê contratação de unidade firme, abrange jazidas pertencentes aos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste. As reservas se localizam nas concessões BM-SEAL-4 (75% Petrobras e 25% ONGC Campos Limitada), BM-SEAL-4ª (100% Petrobras) e BM-SEAL-10 (100% Petrobras). 

Atualmente, e após adiamentos, o processo de licitação das duas plataformas FPSO já foi finalizado, desta vez em novo modelo. A contratação ocorreu no modelo BOT(construção, operação e transferência, na sigla em inglês), para garantir a viabilidade do prazo de execução do projeto. O prazo para recebimento de propostas foi encerrado em junho de 2025.

Na prática, o modelo BOT funcionará da seguinte forma: o operador de campo (Petrobras) pagará pela construção das unidades de produção à medida que forem sendo construídas. Assim, a propriedade das unidades produtoras é transferida à estatal, cabendo ao vencedor da licitação apenas a sua operação por um curto período, que pode variar de três a cinco anos. Após esse período, a operação passa para a própria Petrobras. 

No fim de novembro, a Petrobras validou a proposta técnica da holandesa SBM Offshore para construir e operar os dois navios-plataforma (FPSOs), que serão responsáveis pela produção de petróleo e gás nos módulos Seap I e Seap II. A companhia apresentou a proposta mais competitiva, destacando-se em relação às proponentes Shapoorji (Índia) e Modec (Japão). Todo o andamento do projeto Seap segue sendo monitorado de perto pelo Governo de Sergipe, que mantém articulação constante para assegurar seu progresso. 

A aprovação técnica ocorreu após a solução do impasse entre Petrobras e Governo Federal sobre royalties, que ameaçava adiar mais uma vez o andamento do projeto. Com o tema resolvido, o Seap se manteve no Plano Estratégico 2026–2030 da Petrobras, com previsão de início de produção em 2030. 
 

Foto: Arthur Soares
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Foto: César de Oliveira
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