
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou nesta quarta-feira (25), na Escola Estadual Professor Mário Broad, no bairro da Jatiúca, em Maceió, uma ação educativa voltada à prevenção da gravidez na adolescência. A atividade foi executada por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), em parceria com a Secretaria de Estado da Primeira Infância (Secria), e contou com a participação de 40 alunos do Ensino Fundamental.
Durante a ação, os estudantes participaram de uma roda de conversa, dinâmicas interativas a respeito de mitos e verdades da gravidez na adolescência. Também foi realizada uma demonstração dos métodos contraceptivos disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como DIU de cobre, anticoncepcionais orais e injetáveis e o implante subdérmico (Implanon), além das camisinhas.
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O coordenador do Saúde na Escola em Alagoas, Eloy Yanes, destacou que o tema é uma das ações prioritárias do programa, e amplia o acesso dos adolescentes à informação qualificada sobre saúde sexual e reprodutiva.
“A conscientização e sensibilização sobre a prevenção da gravidez na adolescência é muito importante, pois quando a menina fica grávida, perde toda a sua sequência de vida, possivelmente vem a evasão escolar, além de todos os riscos de uma gravidez precoce, que pode levar a ter problemas de saúde mais sérios”, alertou.
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Eloy Yanes ressaltou, também, que o Programa Saúde na Escola está presente nos 102 municípios alagoanos desenvolvendo atividades de conscientização. “Possuímos ações estratégicas e ações prioritárias, assim como as não prioritárias, que movimentam toda a comunidade escolar para sensibilizarmos gestores, professores, bem como o entorno da escola sobre esse tema tão importante, que é a qualidade de vida e a promoção da saúde no ambiente escolar”, pontuou.
Saúde mental impactada
A assessora técnica da Gerência de Saúde da Secria, Bárbara Melo, orientou os estudantes como a saúde mental de adolescentes gestantes é impactada, sobretudo quando se consideram as repercussões psicossociais da gestação na adolescência. Ela também conscientizou sobre a responsabilidade dos jovens do gênero masculino como corresponsável da gravidez.
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“As consequências da gravidez na adolescência também dizem respeito aos aspectos sociais, afetando a continuidade dos estudos, a inserção no mercado de trabalho, as interações e relações sociais, por produzir isolamento e estigmas. Todos os aspectos, tanto biológicos quanto psicossociais, levam ao risco de repetição dos padrões de pobreza e exclusão social e ao aumento da mortalidade materna e infantil, pelos riscos de complicações durante a gravidez e o parto”, salientou a profissional.
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