

Naquela tarde na UEPG, estava um grupo diverso, entre crianças e adultos, todos moradores da Serra do Apon. Além da visita à estufa e o olhar atento à cada planta, também teve dicas de como fazer uma muda de araucária, cultivar roseiras e clonar espécies. “Achei que foi muito legal, uma tarde de aprendizado que com certeza levaremos adiante”. As palavras são de Geovano Rodrigues da Silva, morador da comunidade, que optou por dividir os créditos da declaração às demais pessoas que também estiveram presentes. O grupo destacou a gentileza da equipe do Viveiro em responder a cada dúvida. “Juntos, iremos trabalhar com as verduras, para ter do nosso próprio trabalho o alimento em nossa mesa. Então, vai ser algo novo e de certa forma muito bom, porque vamos poder trabalhar em equipe”, complementa. 
A iniciativa dessa parceria é do projeto ‘Cultura Quilombola em Foco: Valorização e Preservação das Plantas Medicinais e Fitoterápicos nas Comunidades dos Campos Gerais’, vinculado ao Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG). O coordenador do projeto, professor Giovani Favero, relembra que inicialmente o objetivo era conhecer as plantas medicinais que a comunidade usa. “A gente queria fazer uma troca de conhecimento, entre o que temos na academia e o que eles têm na prática, mas aí pensamos em algo que pudesse ter mais entrega”.

Conhecer e rechear uma nova estufa
Juntamente com o professor Giovani, o aluno do Mestrado em Biologia Evolutiva da UEPG, Eduardo Martins, esteve na Serra do Apon em 3 de junho para conhecer a estrutura da estufa, tirar dúvidas sobre plantas e fornecer mudas para início do cultivo. Para ele, mais do que conhecer o ambiente, a atividade serviu para que a conversa seja adaptada à realidade dos moradores. “Podemos fazer muita coisa [com essa parceria], vamos adaptando aos poucos. Conhecer as demandas deles foi muito importante, porque conseguimos passar todo o suporte técnico a eles”.
Texto e fotos: Jéssica Natal









































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