
Em reunião realizada, na manhã desta quarta-feira, 10, na sala dos Órgãos Colegiados, a Comissão de Gestão Ambiental do Ministério Público do Maranhão apresentou os resultados relativos ao monitoramento das ações socioambientais do primeiro semestre de 2026 alcançados pela instituição. A pesquisa foi feita por meio da aplicação de questionário online, distribuído a membros e servidores.
Conduzida pela presidente da Comissão, procuradora de justiça Mariléa Campos dos Santos Costa, a reunião foi aberta pela subprocuradora-geral de justiça para Assuntos Administrativos, Regina Leite, que agradeceu a presença de todos. Também participaram os promotores de justiça Ednarg Fernandes Marques (diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais – Secinst) e Fabio Henrique Meireles Mendes (chefe de gabinete do PGJ).

PESQUISA
A apresentação dos dados foi feita pelo servidor da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Marcelo Amorim. Entre os principais avanços está a desmaterialização: 76,9% dos entrevistados responderam que os seus setores priorizam de maneira absoluta a tramitação de documentos via sistemas digitais (SEI ou Simp).
Também foi apontado que 46,2% das unidades ministeriais reduziram de forma extrema o uso de insumos: papéis físicos e toners. Houve ainda a adoção, como modelo padrão, da impressão frente e verso de documentos nos setores nos quais o meio físico ainda é necessário.

Outro dado positivo é a adesão por 69,2% dos entrevistados do uso de utensílios reutilizáveis como canecas, copos de vidro e garrafas para o consumo de água. Há também o engajamento à cultura antidesperdício, pois 92,3% dos entrevistados afirmaram avisar imediatamente ao setor responsável problemas como vazamentos e 84,6% responderam que desligam as luzes e o ar-condicionado antes de sair.
Com forma de disseminar a cultura da sustentabilidade na instituição foi criado um banco de boas práticas, com a indicação de iniciativas bem-sucedidas na área socioambiental. Entre os exemplos apresentados estão a adoção do sistema fotovoltaico nas novas edificações do MPMA para reduzir o uso de energia de fontes não renováveis e os aplicativos customizados desenvolvidos pela Seplag, como o Planeja MP e o PPAPJ, que mitigam o trâmite físico e o uso de papeis.

De acordo com o levantamento, a instituição precisa avançar na cultura do descarte seletivo de resíduos sólidos e na adoção da carona solidária. Também ainda não há um expressivo envolvimento dos entrevistados nas comissões setoriais de sustentabilidade.
Sobre o levantamento apresentado, Marcelo Amorim ressaltou que os dados apontam que membros e servidores estão engajados em sistemas de eficiência digital e no combate ao desperdício básico. “Há, porém, uma demanda urgente por ferramentas físicas estruturadas para viabilizar a reciclagem”, ponderou.
A presidente da Comissão de Gestão Ambiental, Mariléa dos Santos Costa, também considerou o resultado da pesquisa como positivo. “Há uma cultura de sustentabilidade disseminada na instituição. Com base nos dados, é possível perceber que somos engajados na causa ambiental. Somos multiplicadores na instituição, em casa, entre nossos amigos, porque o meio ambiente necessita de adesão e precisamos, no dia a dia, fortalecer esse segmento”, declarou.
INVESTIMENTOS

Durante a reunião, o diretor da Secinst, promotor de justiça Ednarg Marques, anunciou que a administração superior vai ampliar o investimento na implantação de fazendas de energia solar, o que deve gerar mais economia à instituição. “Vamos aumentar o investimento para que a gente possa ter mais autonomia, mais economia. Atualmente já estamos economizando mais de R$ 100 mil por mês com o uso de energia solar”, frisou.
FEIRINHA HORTIFRUTI
Paralelamente à reunião foi promovida uma feirinha com produtos agrícolas e artesanais. Houve ainda a entrega de mudas de plantas nativas cultivadas no viveiro do MPMA.


Redação: CCOM-MPMA
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