
Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
No programa Sustentabilidade na Prática desta terça-feira (9), na Rádio Assembleia (96,9 FM), convidados destacaram iniciativas comunitárias voltadas à recuperação de rios e nascentes em São Luís. O debate reuniu o professor de Filosofia e líder do Projeto RevivaRio, Márcio Cruz; o voluntário Fábio Amorim de Almeida, do bairro Aurora; e o presidente da Aliança Recreativa Beneficente de Santa Bárbara, Tavares.
Durante a entrevista, Márcio Cruz explicou que o RevivaRio surgiu da preocupação de moradores com a situação dos cursos d’água da capital e da necessidade de desenvolver ações práticas de preservação ambiental. “Percebemos que era preciso sair da preocupação para a ação. Começamos a mobilizar pessoas, realizar mutirões e mostrar que a recuperação dos rios depende também do envolvimento das comunidades”, afirmou.
Um dos focos do trabalho tem sido o Rio Anil, especialmente na região da Aurora. Segundo os participantes, expedições realizadas por voluntários identificaram nascentes ainda preservadas, reforçando a possibilidade de sua recuperação. “O Rio Anil faz parte da história de São Luís. Encontrar nascentes ainda ativas nos mostra que ainda há esperança e que vale a pena continuar trabalhando pela recuperação desse patrimônio natural”, destacou Fábio Amorim de Almeida.
Ele lembrou que muitos locais que antes serviam para lazer e convivência dos moradores hoje sofrem com problemas como poluição, descarte irregular de lixo e lançamento de esgoto.
Participação da comunidade
Representando o bairro Santa Bárbara, Tavares falou sobre o envolvimento da comunidade nas ações ambientais e destacou a importância da união entre moradores, associações e voluntários. “Quando a comunidade participa, os resultados aparecem. Não estamos falando apenas de limpar um rio, mas de cuidar do lugar onde vivemos e garantir uma melhor qualidade de vida para todos”, ressaltou.
Os convidados também chamaram atenção para desafios como o assoreamento dos rios, a ocupação desordenada das margens e a falta de conscientização ambiental. Segundo eles, a recuperação desses espaços exige ações permanentes e o apoio de diferentes setores da sociedade.
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