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VII Semana Audiovisual da Uespi debate fotografia, comunicação, inteligência artificial

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) deu início, à VII Semana Audiovisual, com solenidade de abertura realizada no Auditório Central do Palácio...

09/06/2026 às 10h45
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) deu início, à VII Semana Audiovisual, com solenidade de abertura realizada no Auditório Central do Palácio Pirajá, no Campus Poeta Torquato Neto, em Teresina. O evento segue até sexta-feira (12) com uma programação diversificada que reúne palestras, oficinas e debates sobre comunicação, fotografia, audiovisual e inteligência artificial.

A abertura foi marcada por uma reflexão sobre as ferramentas utilizadas para narrar o mundo, conduzida pelo fotógrafo e documentarista Chico Rasta, reconhecido por sua contribuição à construção de uma visualidade autêntica sobre o Piauí e o Nordeste.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Vitor Gaspar

Para o estudante do 6º período de Jornalismo, Maurício Soares, a Semana Audiovisual representa uma importante oportunidade de aprendizado e preparação para o mercado de trabalho. “Cada um de nós participa de diferentes atividades e assume várias funções. Essa troca de experiências e conhecimentos contribui para o desenvolvimento de habilidades acadêmicas e profissionais”, concluiu.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Vitor Gaspar

De acordo com a coordenadora do evento, professora Samara Jericó, do curso de Jornalismo da Uespi, a Semana Audiovisual é um dos programas de extensão mais antigos da graduação. “A Semana Audiovisual faz parte da história da universidade. Nosso objetivo é aproximar profissionais e amantes do audiovisual dos estudantes de Jornalismo, que não apenas aprendem sobre a área, mas também participam ativamente da organização do evento”, destacou.

Para Samara Jericó, a discussão sobre narrativas decoloniais é um dos pontos centrais desta edição. “Precisamos debater quem conta as nossas histórias. Sejam histórias de pessoas negras ou de qualquer outro grupo social. É fundamental que saibamos narrar nossas próprias trajetórias para o mundo”, ressaltou.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Vitor Ribeiro

Segundo a professora, a programação foi pensada para promover o diálogo com profissionais de referência. Entre as atividades previstas estão oficinas de fotografia com Tiago Amaral e de social media, além de mesas-redondas e palestras sobre temas como a presença negra no telejornalismo brasileiro, os desafios da carreira e a construção da imagem da mulher negra na televisão.

Também integram a programação debates sobre o fortalecimento da produção audiovisual piauiense e suas conexões com o Nordeste, os impactos da inteligência artificial na edição e na veracidade da imagem jornalística, além do jornalismo comunitário e da valorização de fontes não oficiais.

Palestra

Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial e das novas tecnologias de produção de imagens, a palestra de Chico Rasta propôs um retorno ao essencial: a ética do olhar. O fotógrafo discutiu como as ferramentas tecnológicas podem ser utilizadas para fortalecer narrativas decoloniais, transformando a técnica em instrumento de visibilidade e resistência para identidades historicamente marginalizadas.

Durante sua participação, Chico Rasta destacou que a proposta decolonial e contracolonial dialoga diretamente com o audiovisual e o cinema contemporâneo, inspirada, entre outros referenciais, no pensamento do intelectual quilombola piauiense Nego Bispo.

“É importante descentralizar o olhar voltado para a Europa e compreender melhor os cineastas, autores, movimentos negros e artistas que produzem esse tipo de arte. O audiovisual, a fotografia, a poesia e a literatura ajudam a construir uma visão mais conectada às populações da diáspora africana e às comunidades tradicionais, que possuem culturas riquíssimas e profundamente ligadas à formação da nossa sociedade”, afirmou.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

O documentarista ressaltou ainda a necessidade de desconstruir perspectivas eurocêntricas historicamente naturalizadas, ampliando a valorização das experiências e saberes das populações tradicionais e afrodescendentes. O fotógrafo aproveitou a ocasião para lançar o curta-metragem Fuga, além de comentar as fotografias que integram a exposição Piauí Afro-Pindorâmico, em cartaz durante o evento.

No encerramento do evento, haverá a participação virtual da pesquisadora Mel Campos, do Rio Grande do Norte, que discutirá o tema da inteligência artificial e os desafios relacionados ao ensino das máquinas.

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