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Com SUS Gaúcho, governo do Estado amplia atendimento de saúde em casa com incentivo inédito para atenção domiciliar

A Secretaria da Saúde (SES) vem ampliando o acesso da população a um modelo de cuidado cada vez mais valorizado no Sistema Único de Saúde (SUS): a ...

07/06/2026 às 09h20
Por: Redação Fonte: Secom RS
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Serviço evita internações prolongadas e proporciona mais conforto, mantendo paciente no convívio familiar -Foto: Divulgação SES
Serviço evita internações prolongadas e proporciona mais conforto, mantendo paciente no convívio familiar -Foto: Divulgação SES

A Secretaria da Saúde (SES) vem ampliando o acesso da população a um modelo de cuidado cada vez mais valorizado no Sistema Único de Saúde (SUS): a Atenção Domiciliar. Com a criação de um incentivo estadual inédito em outubro de 2025, já é possível perceber avanços importantes na expansão das equipes e no número de usuários atendidos em diferentes regiões do Estado.

A Atenção Domiciliar é uma modalidade de cuidado especializado voltada a pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo, mas que podem ser atendidas com segurança em casa. O serviço evita internações prolongadas e proporciona mais conforto, mantendo o paciente no convívio familiar.

Além disso, esse tipo de atendimento contribui para reduzir riscos associados à hospitalização, como infecções hospitalares, e favorece a recuperação em um ambiente mais acolhedor.

“A equipe de Atenção Domiciliar cuida do paciente em casa e evita que ele tenha de ir a um hospital ou uma porta de entrada de emergência, trabalhando para evitar a reinternação. Para uma população idosa cada vez maior, como se verifica no Rio Grande do Sul, esse é um cuidado muito importante, e por isso passou a ser incentivado financeiramente pelo governo do Estado por meio do SUS Gaúcho”, destaca a titular da SES, Lisiane Fagundes.

Incentivo estadual fortalece serviço

Até o ano passado, as equipes de Atenção Domiciliar eram mantidas pelas prefeituras com apoio de financiamento federal, por meio do Programa Melhor em Casa. Com a criação do SUS Gaúcho, a SES passou a oferecer um complemento financeiro de 20% a 50% sobre os repasses do Ministério da Saúde. Isso representa mensalmente valores que variam de R$ 3,9 mil a R$ 13 mil conforme o porte e tipo de equipe. O Rio Grande do Sul passou, assim, a ser o segundo Estado do país a oferecer esse tipo de incentivo, ao lado de Minas Gerais.

Outro diferencial do programa estadual é o apoio aos municípios que ainda não têm habilitação federal: nesses casos, o governo gaúcho assume integralmente o valor que seria repassado pelo Ministério da Saúde, acrescido do complemento estadual – o que significa aportes de R$ 11,7 mil a R$ 78 mil por mês para cada equipe.

Desde o lançamento do SUS Gaúcho, em outubro de 2025, equipes passaram a contar com mais profissionais -Foto: Divulgação SES
Desde o lançamento do SUS Gaúcho, em outubro de 2025, equipes passaram a contar com mais profissionais -Foto: Divulgação SES

Expansão da rede e das equipes

Antes da criação do incentivo, o serviço estava presente em 36 cidades, com 67 equipes. Com o lançamento do SUS Gaúcho em outubro de 2025, houve uma rápida expansão para 44 municípios e 80 equipes ainda no final do ano passado. Atualmente, são 51 municípios com a oferta do serviço e uma rede de 89 equipes.

O investimento estadual chega a cerca de R$ 1,6 milhão por mês, com capacidade de atendimento de aproximadamente 2,9 mil pessoas. A meta da SES é continuar ampliando a cobertura, com perspectiva de alcançar 110 equipes ainda em 2026.

Entre as novidades, estão seis equipes especializadas em reabilitação, modelo inédito no Estado, voltado exclusivamente a municípios com até 20 mil habitantes. Cada equipe pode realizar pelo menos 150 atendimentos por mês.

A lista atualizada dos municípios contemplados consta na Portaria SES 356/2026 .

Experiência em Porto Alegre mostrabenefício do serviço

Na capital, o avanço da Atenção Domiciliar pode ser observado na atuação da Associação Hospitalar Vila Nova, que mantém uma parceria com a prefeitura desde 2014. Inicialmente atendendo apenas a região Sul do município, o serviço foi ampliado ao longo dos anos e hoje conta com 13 equipes da associação, que acompanham cerca de 450 pacientes por mês.

Segundo a coordenadora Juliana Raphaelli, o atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional completa. “A assistência é feita por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos, motoristas e auxiliares administrativos, que atuam de forma integrada para garantir cuidado qualificado e seguro no domicílio”, conta.

Atenção Domiciliar em Porto Alegre Divulgação AHVN 5 jun26
Modalidade favorece recuperação em ambiente mais acolhedor -Foto: Divulgação SES

Entre os diferenciais, segundo ela, estão as equipes especializadas para atendimento de pacientes em ventilação mecânica domiciliar e em cuidados paliativos, bem como pediátricos.

Para Juliana, o benefício vai além da assistência médica. “O cuidado realizado no domicílio fortalece o vínculo entre paciente, família e equipes de saúde, favorecendo a participação ativa dos cuidadores e a construção de um plano terapêutico mais próximo da realidade de cada indivíduo”, salienta.

Mais cuidado em casa, menos internações

A Atenção Domiciliar apresenta benefícios diretos para pacientes, familiares e para o sistema de saúde como um todo:

  • mais conforto e dignidade;
  • continuidade do cuidado após alta hospitalar;
  • redução de internações desnecessárias;
  • liberação de leitos hospitalares;
  • visitas regulares de equipes multiprofissionais;
  • menor risco de infecções;
  • e melhora da qualidade de vida, especialmente nos casos de doenças crônicas.

Quem pode participar e como acessar

O serviço é destinado a pessoas de todas as idades que apresentam limitações para se deslocarem até unidades de saúde, temporárias ou permanentes. Entre os casos mais comuns estão:

  • pacientes que tiveram AVC e têm dificuldades nas atividades diárias;
  • pessoas em recuperação pós-cirúrgica;
  • pacientes que necessitam de medicação intravenosa ou curativos frequentes;
  • pessoas com doenças crônicas que exigem acompanhamento contínuo;
  • e pacientes em cuidados paliativos que desejam permanecer em casa.

O acesso ao programa ocorre por meio de encaminhamento realizado pelos profissionais da rede pública, que pode ser feito a partir de hospitais, unidades básicas de saúde e serviços de urgência e emergência. Na sequência, a equipe de Atenção Domiciliar avalia se o paciente se enquadra nos critérios. Quando indicado, é elaborado um plano de cuidados individual, que define os atendimentos e a frequência das visitas.

Texto: Ascom SES
Edição: Felipe Borges/Secom

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