
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), realizou, nessa terça-feira, 2, a 1ª Oficina do Programa de Desenvolvimento de Líderes em Gestão por Indicadores. O evento, voltado para servidores da Seplan e integrantes da Rede Estadual de Planejamento e Orçamento, teve o objetivo de refinar os indicadores estratégicos associados ao planejamento estadual.
Essa etapa é essencial para atingir o objetivo principal do programa, resultado de uma parceria entre a Seplan e a Fundação Dom Cabral (FDC), de construir um painel de indicadores estratégicos e táticos bem definidos para permitir uma avaliação mais assertiva dos resultados obtidos pelo Plano Estratégico do Governo de Sergipe.
Durante a oficina, os servidores foram divididos em grupos de diversas áreas e analisaram o desenvolvimento de indicadores referentes a dados de saúde, educação e segurança pública, por exemplo. “A ideia é que possamos avançar ainda mais no planejamento baseado em evidências, o que só pode acontecer se nós tivermos um bom painel de indicadores estratégicos, vinculado aos objetivos de indicadores táticos e de desempenho operacional. Nosso desafio não é apenas ter nos indicadores uma forma de compreender o passado, aquilo que nos trouxe até aqui, mas, sobretudo, fazer com que eles funcionem como uma bússola para orientar a tomada de decisão sobre políticas públicas futuras e sobre ações do Governo do Estado”, afirmou o secretário Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação, Julio Filgueira.
A oficina foi aplicada pelas Subsecretarias de Planejamento e Monitoramento Estratégico e de Estudos e Pesquisas (Observatório de Sergipe), que serão responsáveis por acompanhar esses indicadores e pensar, junto às secretarias e órgãos estaduais, a definição de novas metas no planejamento.
Essa etapa ainda prevê mais duas atividades em modalidade virtual para continuar o debate em relação à consolidação dos indicadores. Esse conjunto de informações poderá ser utilizado como modelo para o planejamento estratégico de outros órgãos e secretarias da administração estadual.
“O Governo do Estado vem dando foco para esse trabalho de olhar para os indicadores, para que a gente possa olhar como é que estávamos lá atrás e comparar. Falamos aqui sobre a importância da comparabilidade, olhando para cada eixo que temos no nosso portfólio de projetos, para que a gente possa olhar para políticas públicas e medir o que conseguimos alcançar”, explicou a secretária executiva da Seplan, Melina Tavares.
A parceria com a FDC, considerada a escola de negócios mais bem posicionada da América Latina no ranking do Financial Times, foi firmada a partir de contratação autorizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Essa contratação visa promover maior desenvolvimento na gestão pública estadual por meio da capacitação dos servidores, que poderão continuar a elaboração de novos indicadores mesmo após o fim da consultoria, como explicou a consultora da Fundação Dom Cabral, Renata Vilhena. “O Governo de Sergipe já apresenta uma maturidade muito elevada para trabalhar com orientação para resultados com indicadores, mas com uma carteira muito ampla. Durante essa oficina, a partir de um diagnóstico, onde fizemos uma classificação dos indicadores, com base nas melhores práticas nacionais e internacionais, nós estamos olhando para cada objetivo estratégico do Estado, definindo para cada objetivo estratégico o que nós queremos medir, de fato, para podermos monitorar o desempenho desse objetivo estratégico”, destacou.
Além de oferecer subsídios para o aprimoramento do planejamento estadual, o programa ainda posiciona o Estado de Sergipe como referência na modernização da gestão pública no Brasil, uma vez que apresenta investimentos em metodologias e na capacitação técnica de sua equipe. Os indicadores, além de uma melhor avaliação, também irão subsidiar uma tomada de decisão baseada em dados concretos.
Etapas do programa
Conforme o plano de trabalho desenvolvido pela Fundação, o programa já passou pelas etapas de planejamento das atividades, detalhamento da metodologia, seleção de projetos, análise de instrumentos de planejamento do Estado, como o Plano Plurianual (PPA), e pela elaboração de um relatório que indicou as possibilidades e desafios para aprimorar o momento das oficinas.
A terceira etapa integrará, ainda, duas oficinas online, que utilizarão de uma metodologia chamada Tribunal de Metas. Nela, as equipes apresentam e defendem as suas propostas de indicadores e recebam sugestões para aprimorá-los. O resultado final das três oficinas será o Caderno de Indicadores Estratégicos, que irá conter a definição clara de cada um dos indicadores, suas metas relacionadas e as fórmulas de cálculo.
Após a finalização dessa etapa, o programa ainda irá passar por mais duas: no quarto passo, serão realizadas diversas oficinas conforme cada um dos eixos estratégicos estabelecidos, nas quais será definida a prioridade dos indicadores táticos e o aprimoramento das metas vinculadas. O encerramento, que consiste na quinta etapa, será formalizado em um seminário junto aos docentes da FDC, que irão instruir os próximos encaminhamentos.




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